Amar os inimigos?

Amar os inimigos? Dentro do Judaísmo o que pensar a respeito disto?

Falei com um Rabino, nosso amigo, sobre o assunto. Realmente houve uma adulteração das palavras de Ieshua. Existe uma relação entre amor e inimigos mas não a que se encontra no NT. O que Ieshua realmente ensinou são conceitos que não poderiam de forma alguma contradizer a Torah. Mas Roma manipulou os manuscritos pelas razões que expliquei no texto que publiquei anteriormente.


O que os rabinos falam e com aval tanto na Torah como no Tanach, é que devemos preservar o amor em nossos corações mesmo quando lutamos contra nossos inimigos. Em outras palavras não devemos permitir que o ódio tome conta do nosso coração. Não é amar nossos inimigos, mas manter o amor no nosso coração apesar de nossos inimigos. Mesmo numa guerra, onde inevitavelmente podemos atingir um inimigo, não devemos permitir que o ódio tome lugar no nosso coração. IESHUA NUNCA ENSINOU A AMAR OS INIMIGOS, como expliquei no texto que publiquei, mas a manter o amor no coração e não permitir que o coração seja contaminado pelo ódio. O texto que ele realmente falou está perdido, ou escondido, quem sabe? Mas, o que ele deve ter dito era algo assim: "Mantenham o amor no seu coração mesmo quando lutarem contra os seus inimigos", ou "amem, mesmo diante de seus inimigos". Mas, jamais disse para amar os inimigos, pois como já expliquei, este foi um conceito muito conveniente para Roma desarmar psicologicamente seus adversários. Existem situações quando somos até autorizados pelo Eterno para odiar os nossos inimigos, quando a ira do Eterno é derramada sobre eles e colocada nos nossos corações. O próprio Mashiach, como já expliquei no texto publicado anteriormente, pisará o lagar do furor (da ira) do D'us Todo Poderoso.

A história nos mostra que o sistema religioso romano, enquanto ensinava as pessoas a darem esmolas aos pobres e amarem seus inimigos, destruía a todos que se colocassem na sua frente e acumulava riquezas incessantemente. Ela bateu nos dois lados da face de todas as pessoas que lhe deram o outro lado do rosto. O sistema religioso romano não ensinava Tsedaká, fazer justiça aos pobres, mas a dar esmolas para os pobres e doar para a igreja. Que tal criar programas usando os recursos acumulados para pelo menos ajudarem os pobres da sua própria igreja?



É hora da verdade, de acordar e não viver mais hipnotizado por falácias que já duram 2000 anos. Queremos só as palavras não adulteradas de Ieshua e seus discípulos, e que Roma fique com o NT, afinal de contas, como disse o padre cujo vídeo postei: "A Bíblia (referindo-se ao Novo Testamento), foi feito pelos católicos e para os católicos". Sejamos autênticos, e não como muitos que criam religiões que são um plágio do sistema religioso romano. Mas é sempre uma escolha e nós da Beit El Shamah escolhemos amar a verdade e sermos fiéis a verdade e manter o amor no nosso coração apesar dos nossos inimigos, com o auxilio do Eterno.


Shalom, shalom!



Marcos Andrade Abrão
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O Verdadeiro Ensino de Ieshua

É PRECISO DISCERNIR O QUE IESHUA DISSE E O QUE O SISTEMA RELIGIOSO ROMANO ATRIBUIU A ELE. A VOZ DO MASHIACH E A VOZ DE ROMA ESTĀO MISTURADAS NO NOVO TESTAMENTO.

Amar os inimigos?
Contradizer os ditos da Torah?

Amar os inimigos? Bem, esta expressão era muito conveniente ao Império Romano. Enquanto formava nos seus seguidores uma visão "romântica" de amar os seus inimigos, o Sistema Religioso Romano não perdoava seus inimigos mas se encarregava de atacá-los de todas as formas. Criar um "rebanho" manso e indefeso, com uma visão de um messias que nos ordena a amar os inimigos e uma postura franciscana, enquanto o Império Religioso Romano enriquecia a cada dia. Na parte do NT que indica este ensinamento atribuído a Ieshua, existe alguns indícios que demonstram que o texto foi adulterado. Primeiro porque isto interessava a Roma, pois enquanto os inimigos de Roma precisavam amar os seus inimigos, Roma por sua vez os destruía. Isto faz lembrar a antiga tática de Caim, que segundo os sábios, quando lutou contra Abel e vendo que o seu irmão prevalecia, disse a ele: sou seu irmão! Justamente na hora que Abel iria golpeá-lo, porém quando Abel exitou ao ouvir estas palavras, Caim se aproveitou da situação e o matou. Não podemos ser ingênuos e manter esta mentalidade romântica e franciscana implementada por Roma. O amar os inimigos também é contradizente com o conhecido Dia do Senhor, o dia da vingança do Eterno contra todos aqueles que oprimiram o povo judeu em todos os tempos. A visão romântica do Messias romano também se contradiz com um Messias que irá guerrear contra os inimigos de Israel e pessoalmente pisar o lagar do vinho do furor da ira do D'us Todo Poderoso, como vemos nos manuscritos que tratam das revelações de Ieshua para um de seus discípulos.

Porém, a maior de todas as contradições é que o contexto onde se diz isto está flagrantemente insinuando que ele estaria anulando um dito do Eterno, ou seja, uma instrução da Torah, o que mais uma vez só contribuiria com o Sistema Religioso Romano, que passou a ideia de anulação da Torah, a qual teria sido substituída pela "graça". Todo o texto que envolve esta frase de "amar os inimigos", induz que algo foi ensinado no passado, mas agora ele está mudando. Mudando a Torah? O Messias? Jamais! Isto não passa de adulterações que precisam ser pontuadas, pois induzem ao erro.

A frase chave que revela a adulteração é: "Ouviste o que foi dito (obviamente está falando com o povo judeu, e o que foi dito é o que está na Torah), eu porém vos digo (visão do sistema religioso romano de que o Messias anulou a Torah e estabeleceu a era da graça)". Concluímos então que a famosa frase de "amar os inimigos" não passa de mais uma adulteração do sistema religioso romano.

O VERDADEIRO ENSINO DE IESHUA

O que Ieshua ensinou de fato, é que se uma pessoa que lhe fez mal, mesmo um inimigo, mas que se arrepende e lhe pede perdão, você deveria perdoar, pois da mesma forma que você necessita da benevolência do Eterno e do perdão Dele, você também deveria perdoar as pessoas que se arrependeram do mal que lhe fizeram. Se uma pessoa não perdoa alguém que lhe fez um mal, mas se arrependeu e lhe pediu desculpas, também o Eterno não perdoará você pelos seus erros, quando você clamar diante Dele por perdão. Assim, o que Ieshua ensinou é que com a mesma medida que medirmos, seremos medidos. Quem perdoa será perdoado.

Porém, assim como o Eterno usa de misericórdia quando existe uma verdadeira atitude de teshuvah em nós, assim devemos ser também misericordiosos com aqueles que nos fizeram mal, mas se arrependeram e buscaram o nosso perdão. Agora, perdoar quem não se arrepende e amar os inimigos, isto não é um ensinamento de Ieshua nem da Torah. O que não podemos fazer é odiar nossos irmãos e combater em nós o sentimento de amargura, mas isto não significa nutrir sentimentos de amor pelos inimigos, o que só cria um sistema ilusório que conduz à hipocrisia e que não tem aval na Torah.

Nos 13 atributos de misericórdia do Eterno Ele perdoa todos os pecados, porém dentro do padrão da pessoa em fazer teshuvah. A única exceção disto refere-se a uma benevolência que será usada a favor do povo judeu nos últimos dias pelo Eterno, tendo como aval a fidelidade Dele com o que Ele falou, em Honra ao Seu próprio nome.

Quanto a ajudar aos pobres, diferente do conceito de esmola promovido pelos sistema religioso romano, a visão judaica é tsedaka, ou seja, fazer justiça. Isto transcende a esmola e está claramente impresso na própria Torah, que cria um sistema financeiro para lutar contra todo o tipo de pobreza e miséria, e a se precaver contra o excesso de ambição, fazendo com que os ricos compartilhem com os menos favorecidos. A visão de Roma é uma instituição rica, ajudada pelos ricos que devem dar esmolas para os pobres, mas sem nenhum sistema concreto de justiça social. Hoje existem seguimentos que se preocupam com isto, mas as instituições não se mostram dispostas a investirem seus próprios recursos para fazer de fato um trabalho consistente de combate a pobreza. A instituição incentiva que pessoas larguem tudo para servir ao Eterno, mas ela não está disposta a dividir suas riquezas nem com os pobres nem com ninguém. O próprio celibato que pretende ser algo espiritual, não passa de uma estratégia de evitar um vazamento de recursos através de heranças inerentes a todos que constituem uma família.

Vamos voltar à verdade, às palavras não adulteradas de Ieshua e seus discípulos, e deixar o NT para o sistema religioso romano, pois como um padre recentemente disse: "A Bíblia (referindo-se obviamente ao Novo Testamento) foi feita pelos católicos e para os católicos". Então vamos deixar o Novo Testamento para os católicos e dos manuscritos existentes que são atribuídos a Ieshua e seus discípulos, ficamos apenas com os ensinamentos não adulterados e que estejam harmonizados com a Torah, afinal de contas, o Mashiach jamais negaria a Torah do Eterno, ao contrário, cumpriria de uma forma excelente, como realmente aconteceu.


Shalom, shalom!

Marcos Andrade Abrão
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O "novo testamento" é um livro católico, para os católicos e compilado pelos católicos

NÓS DO JUDAÍSMO DA UNIDADE TEMOS A CERTEZA DE QUE IESHUA CUMPRIU A VINDA DE MASHIACH BEN YOSSEF, TENDO COMO BASE O TANACH, MAS NĀO CONSIDERAMOS O NOVO TESTAMENTO COMO UM LIVRO SAGRADO. NO QUE DIZ RESPEITO AOS ENSINAMENTOS DE IESHUA E SEUS DISCÍPULOS, ADOTAREMOS APENAS AS PALAVRAS NĀO ADULTERADAS, AS QUAIS SERĀO COLHIDAS DOS MANUSCRITOS DE MANEIRA CRITERIOSA E CUIDADOSA, TENDO COMO BASE A TORAH.

A Igreja Católica teve acesso aos manuscritos dos copistas e escolheu, compilou, adicionou e omitiu textos segundo a sua própria doutrina. Como o vídeo que vi recentemente de um Padre que comentava um texto do Papa, na entrevista ele disse que aprendeu de um dos seus professores o seguinte: "A Bíblia (referindo-se obviamente ao Novo Testamento) foi escrita pelos CATÓLICOS e para os CATÓLICOS". Por mais chocante que seja a afirmativa, ela não está errada. Os Católicos são os criadores do Novo Testamento. Em outro vídeo deste mesmo padre, ele chama os evangélicos de "otários". O que este padre está mostrando e muito gente não quer enxergar é que a Igreja Católica é a fundadora do cristianismo e das próprias escrituras do cristianismo (Novo Testamento).

Consequentemente, embora a igreja evangélica não queira admitir plenamente, mas qualquer movimento, seja evangélico ou pseudo restaurador, que acredite em trindade, deidade do Messias, teologia da substituição, da fundação da igreja de Cristo, da anulação da lei, e de que só os judeus que aceitam Jesus vão para o céu e o restante vai para o inferno, em fim, aqueles que compartilham de todas estas idéias ou mesmo apenas de uma delas, é FILHA DA IGREJA CATÓLICA e mesmo que não queira admitir, beija a mão dos ditos pais da igreja, que nada mais são do que os pré fundadores e fundadores do catolicismo. Na verdade, a Igreja Católica sintetizou a doutrina de grupos gentios que praticavam uma fé já conflitante com os ensinamentos dos discípulos de Ieshua. Os primeiros seguidores de Ieshua foram considerados com o tempo como uma seita judaica, mas estes grupos de gentios se afastaram do judaísmo e começaram a criar um segmento extra judaico, com uma mistura de ensinamentos de Ieshua e seus discípulos com filosofias estranhas ao Judaísmo. Juntando isto que já existia com os costumes religiosos de religiões pagãs, Constantino, imperador romano criou a IGREJA UNIVERSAL (CATÓLICA), pretensamente "apostólica" com doutrinas que os teólogos/filósofos interpretavam como sendo dos apóstolos, ROMANA, pois era a continuação do IMPÉRIO ROMANO. Assim surgiu a Igreja Católica (Universal) Apostólica Romana, que por sua vez fundou o CRISTIANISMO.

Então, nós que temos a certeza de que IESHUA cumpriu a vinda de MASHIACH BEN YOSSEF, mas estamos inteirados deste fato, não podemos olhar os manuscritos existentes do Novo Testamento com uma atitude hipnotizada e considerando de maneira automática como palavras de Ieshua e seus discípulos. MAS, DEVEMOS ANALISAR CADA TEXTO DE MANEIRA CRITERIOSA E COM MUITO CUIDADO, TENDO COMO REFERENCIAL A TORAH, PARA DISCERNIR O QUE IESHUA E SEUS DISCÍPULOS FALARAM E O QUE NĀO FALARAM. APÓS ISTO DEVEMOS RETIRAR DESTES MANUSCRITOS APENAS AS PÉROLAS, OU SEJA, AS PALAVRAS NÃO ADULTERADAS DE IESHUA E SEUS DISCÍPULOS.

Além da Torah, outra fonte que estamos usando, a qual está sendo de grande auxílio para compreendermos as palavras de Ieshua e seus discípulos, são os escritos chassídicos. O Chassidismo trouxe a tona uma sabedoria que para nós é uma luz para compreendermos vários ensinamentos de Ieshua e a sua identidade como Mashiach ben Yossef. Estarei postando algumas reflexões a respeito disto para que todos venham a usufruir desta bênção.

Voltando às adulterações que deram origem ao Novo Testamento, frases como: "atire a primeira pedra quem não tem pecado" que aparece em uma estória que nunca aconteceu, são exemplos de frases nunca ditas por Ieshua, mas introduzidas nos manuscritos. Imergir em nome da trindade entre muitos outros exemplos, são ensinos católicos que foram introduzidos nos manuscritos, que embora não sejam palavras de Ieshua, o que já foi reconhecido pela própria igreja católica (nota de rodapé da Bíblia de Jerusalem e declarações de líderes da igreja católica) é até hoje a fórmula usada por todo o cristianismo para imergir as pessoas, inclusive pela igreja evangélica.

O JUDAÍSMO DA UNIDADE, EMBORA TENHA A CERTEZA DE QUE IESHUA CUMPRIU A VINDA DE MASHIACH BEN YOSSEF, TENDO COMO BASE O TANACH, NĀO CONSIDERA O NOVO TESTAMENTO COMO UM LIVRO SAGRADO, MAS UM LIVRO CATÓLICO. QUEREMOS APENAS AS PALAVRAS NĀO ADULTERADAS DE IESHUA E SEUS DISCÍPULOS, AS QUAIS SERĀO DIVULGADAS COMO RESULTADO DE UMA PESQUISA BASTANTE MINUCIOSA DOS MANUSCRITOS, TENDO COMO BASE A TORAH. EM BREVE LANÇAREMOS O PRIMEIRO VOLUME DAS PALAVRAS NĀO ADULTERADAS DE IESHUA E SEUS DISCÍPULOS.

SHALOM, SHALOM.

Marcos Andrade Abrão


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Vídeos citados:
  • https://www.youtube.com/watch?v=H3kvt4Z33gQ&feature=youtu.be

  • https://www.youtube.com/watch?v=82LCZcLH4Ok&feature=youtu.be




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Guarde o que você recebeu do Eterno e não deixe que roubem sua recompensa

"E ELE RESPONDEU: SEGUE TEU CAMINHO DANIEL, PORQUE O SIGNIFICADO DESTAS PALAVRAS ESTÁ OCULTO E SELADO ATÉ O TEMPO DO FIM. MUITOS SE PURIFICARÃO, E SE EMBRANQUECERÃO, E SERÃO REFINADOS. OS INÍQUOS AGIRÃO SEGUNDO SUA INIQUIDADE E NADA COMPREENDERÃO; OS SÁBIOS, PORÉM, TUDO ENTENDERÃO".
DANIEL12:9,10

O Eterno me mostrou algo muito profundo através de um estudo Chassídico, que também foi ensinado por Shaul Hashaliach. Porém quando analisamos o texto de Shaul e observando a continuação do texto do que ele estaria dizendo, vemos claramente a mão de alguém, seja do copista ou do sistema religioso romano, modificando as idéias e tirando a força da revelação. Isto acontece em várias partes, onde o assunto principal é desviado para manter as teses falaciosas do sistema religioso romano. Isto causa um conflito visível onde temas como a Torah e a Lei por exemplo, são definidos de forma as vezes opostas nos ensinos de uma mesma pessoa. É por isto que não tem como acolhermos tudo o que está escrito no NT romano, pois estaríamos nos alimentando de duas sementes, a semente que Ieshua plantou, o trigo, e a semente que foi plantada por uma inspiração maligna, o joio. A colheita já começou, pois estamos nos últimos dias e quem tem ouvidos ouvirá. Não temos dúvida de que Ieshua cumpriu a vinda de Mashiach ben Yossef, mas agora temos um trabalho grande, mas inspirado, de resgatar sua verdadeira identidade e seus ensinamentos, os quais foram distorcidos pelo NT romano. Que seja dado a "César" o que é de "César" (NT romano), mas nós da Beit El Shamah ficamos com o que o Eterno nos deu (Ensinamentos não adulterados de Ieshua e seus discípulos e com os ensinamentos dos sábios do povo judeu).

A razão por que algumas pessoas retrocedem no que diz respeito a uma visão genuína de restauração é simples. Na verdade, estas pessoas não apresentaram ao Eterno um coração com uma disposição genuína de acolherem a vontade Divina, a Torah. Então, elas perdem a capacidade de enxergarem a verdade e são acometidas por uma operação do erro a fim de darem crédito a pseudo verdades e acharem que estão certas. Não houve amor pela verdade nem o devido temor ao Eterno e o resultado é enfeitar o velho sistema religioso romano com vestimentas judaicas (alguns largam até isto), mas sem conteúdo de verdade e voltarem a viver uma versão reformada da ''era da graça''. Além daqueles que largam o testemunho de Ieshua e passam a viver sem a mínima prática de Torah, pessoas que antes estavam ativas na realização das mitsvót. Isto acontecerá nestes últimos dias, onde quem tiver (a revelação Divina para a nossa geração) lhe será dado mais e em abundância, mas quem não tiver (mas acha que tem), até o que pensa ter lhe será tirado, como ensinou Ieshua. Então seguindo outro conselho de Ieshua, guarde o que você recebeu do Eterno e não deixe que ninguém roube a sua recompensa. A nossa maior recompensa é na verdade servir ao Eterno de forma genuína, pois nos tornamos recipientes da Luz Divina, e o restante dos benefícios é acréscimo.

Shalom, shalom!

Marcos Andrade Abrão

© Beit El Shamah
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Chanukah - A Vitória da Luz contra as Trevas

Chanucá é acima de tudo a vitória da LUZ. Israel, a nação escolhida pelo Eterno para interceder por todas as nações, constantemente é afligida pelas próprias nações que não entendem porque o Eterno separou o povo Judeu para ser uma Nação Sacerdotal. Nimrod tentou unir as nações para o seu próprio proveito, mas o Eterno separou o povo judeu para o benefício de todas as nações, como ensinam os rabinos e os sábios do nosso povo. O povo escolhido pelo Eterno tem pago um perco alto para cumprir o propósito Divino de reparação da Terra, a fim de se tornar uma habitação da Luz Divina, na era messiânica. Esta é a razão do foco da festa de Chanucá está relacionado a LUZ, ao acendimento da Chanukiá nos oito dias de festa, os quais foram estabelecidos pelo líderes do povo judeu.

Apesar da vitória milagrosa contra o exército grego-sírio, a ênfase da festa é a LUZ, pois ser luz para as nações é a causa de tanto sofrimento e ao mesmo tempo a grande missão do povo judeu. Os descendentes de Shem que através de Avraham Avinu herdaram as promessas Divinas, foram separados pelo Eterno para cumprir esta grande missão, compartilhando dos sofrimentos de Mashiach ben Yossef, a fim de participarem ativamente do Reino de Mashiach ben David. Há uma recompensa para Iaakov e o sofrimento do nosso povo, o povo judeu, jamais será em vão! O Eterno logrou vitórias ao povo judeu em todas as gerações, e embora os ataques tenham sido terríveis, o povo judeu sempre se ergueu das cinzas para brilhar de novo, como uma Luz para as Nações.

Para nós do Judaísmo da Unidade que temos convicção de que Ieshua cumpriu a vinda de Mashiach ben Yossef, cremos que o nosso povo compartilhou dos sofrimentos do Servo Sofredor, que se aplicam tanto ao Mashiach como a nação de Israel como um todo. O mais impressionante é que os ensinamentos não adulterados de Ieshua e seus discípulos estão mais conectados com a cultura rabínica que não o aceita como Messias, do que com o próprio cristianismo. O que Ieshua ensinou e o que Roma divulgou são totalmente conflitantes. Os dogmas do cristianismo não encontram aval nos ensinamentos não adulterados de Ieshua e seus discípulos. A luz está em Israel!

Mas o MILAGRE DE CHANUCÁ, do frasco de azeite com selo rabínico que durou 8 dias, embora fosse suficiente apenas para um dia, revela que enquanto o sistema religioso romano entra em um processo gradativo de declínio, A LUZ DO POVO JUDEU que começou com uma pequena luz, continuou sendo acesa pouco a pouco, sobrevivendo MILAGROSAMENTE aos ataques daqueles que quiseram apagar esta LUZ. Nos nossos dias, A Nação de Israel caminha para o acendimento da OITAVA LUZ, A LUZ DA ERA MESSIÂNICA COM A VINDA DE MASHIACH BEN DAVID.

Nimrod, Esaú, a Babilônia, a Assíria, a Grécia, Roma. Alemanha, Espanha, Portugal e o sistema religioso romano que surgiu no terceiro século, entre outros, tentaram minimizar e apagar a Luz do povo judeu, mas não lograram sucesso. Em todos os casos e gerações o MILAGRE DE CHANUCÁ se repetiu e a LUZ do Povo Judeu, da Nação de Israel, PREVALECEU, POIS FOI ACESA PELO ETERNO. A Luz do povo judeu brilha desde o tempo de Abraão, a primeira vela, e se tornará luz perfeita como a luz do dia, na vinda de Mashiach ben David, a oitava vela. A NAÇÃO DE ISRAEL VIVE!

PS. Abaixo a Chanukiá na sede da Beit El Shamah no Rio de Janeiro. A confecção da Chanukiá foi patrocinada pelo Fábio Davi Teles de Oliveira e sua esposa Luciana Unis de Oliveira. As fotos foram tiradas pelo Leonardo Machado.

Marcos Andrade Abrão



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Rosh Hashanah da Chassidut

ROSH HASHANAH DA CHASSIDUT


Baal Shem Tov com seus ensinamentos reveladores tem influenciado de forma positiva milhões de pessoas nos nossos dias, as quais estão se libertando do ensino do sistema religioso romano e retornando para a Torah e a Palavra de D'us que são ensinados de Tsion e de Jerusalém, pelos sábios do povo judeu. Muitos foram iluminados depois da sua morte para continuarem a propagar seus ensinamentos até hoje.

Hoje é Yud Tet Kislev (19 de Kislev), o "Rosh Hashanah da Chassidut, e que marca 215 anos desde a libertação do Alter Rebe, R. Schneur Zalman de Liadi, da prisão em 5559 (1798). Esse ano também marca 202 anos desde a Histalkus do Alter Rebe. Rabi Schneur Zalman de Liadi, conhecido como Alter Rebe, foi o primeiro Rebe da dinastia dos Rebes do Chabad-Lubavitch, que ensinaram de forma prática e detalhada os profundos ensinamentos da Chassidut, o lado mais espiritual e profundo da Torah, revelado pelo grande Tzadic Rabi Israel ben Eliezer, o Baal Shem Tov.

Gut Yom Tov!



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Massacre na Sinagoga Kehillat Yaakov em Jerusalém

ABAIXO UM TEXTO IMPORTANTE ACERCA DA TRAGÉDIA ACONTECIDA ONTEM. CADA UM PODE AJUDAR O ESTADO DE ISRAEL NESTA LUTA CONTRA O TERRORISMO E CONTRA A PROPAGANDA ANTISSEMITA, DIVULGANDO O PONTO DE VISTA A FAVOR DE ISRAEL.

VAMOS FAZER A NOSSA PARTE E NOS LEVANTARMOS A FAVOR DA NAÇÃO DE ISRAEL.

ENQUANTO AS FAMÍLIAS LAMENTAVAM A PERDA, OS OPOSITORES ESTAVAM OFERECENDO GULOSEIMAS PARA COMEMORAR OS ASSASSINATOS. É PRECISO ACORDAR E DESMASCARAR O ANTISSEMITISMO NA IMPRENSA, NA POLÍTICA E NESTES GRUPOS TERRORISTAS.

FICO IMPRESSIONADO COM A HIPOCRISIA E O CINISMO DE ALGUNS MEIOS DA IMPRENSA AO NOTICIAREM OS FATOS ENVOLVENDO ISRAEL.

POR ISTO, MAIS UMA VEZ PEÇO A TODOS, QUE VENHAMOS A USAR O FACEBOOK E OUTROS CANAIS EM DEFESA DE ISRAEL E COMBATENDO O ANTISSEMITISMO.

Sua voz faz falta...
 Rabino Avraham Tsvi Beuthner, do Beit Lubavitch
Ontem testemunhamos uma terrível tragédia em Jerusalém. Sete horas da manhã cerca de trinta pessoas rezavam, envoltos em seus talitót e tefilin, na sinagoga Kehilat Bnei Torá em Har Nof. De repente, eles ouvem tiros. Um rabino de sessenta e três anos, Rosh Yeshiva, foi um dos primeiros a serem atingidos, caindo ao chão numa poça de sangue, envolto em seu talit e tefilin. Mais três rabinos, o mais jovem com 43 anos, foram atingidos depois. Dois árabes que trabalhavam em um supermercado a poucos metros da sinagoga, lá estavam, agora, travestidos de “resistência palestina”, dando tiros em pessoas inocentes, que nada lhes fizeram, e que simplesmente estavam rezando, como faziam toda manhã e todo dia, três vezes ao dia. Quatro senhores, que deixaram 26 órfãos, além de suas viúvas, não voltarão mais para seus lares, nem para suas famílias. Outras oito pessoas também foram mutiladas, com uma machadinha de carne e facas — quatro em estado gravíssimo. Um outro ferido, um policial druzo que matou um dos assassinos árabes, acaba de falecer dos graves ferimentos, elevando para cinco o saldo de mortos.
 Treze pessoas que estavam simplesmente rezando. Treze judeus inocentes dentro de uma sinagoga. Ninguém ali atacou ninguém. Nem mesmo faziam parte do exército ou da polícia. Não viviam em nenhum "território" em disputa ou "assentamento" — como se morar ali fosse algum crime passível de pena de morte... Pessoas com o rosto ensanguentado e mutilado saíam da sinagoga para a rua, caindo na calçada. Pedaços de corpos e poças de sangue no chão da sinagoga... Livros de reza, paredes e prateleiras cheias de sangue... Cenas que fizeram muitos recordar a loucura nazista da época do Holocausto, acontecendo em pleno século 21... Em onze minutos chegou a polícia e, no tiroteio com os assassinos, matou os dois terroristas árabes, que nos dias anteriores eram simples empregados do supermercado ao lado. A família destes terroristas, ao saber o que fizeram, convidaram os vizinhos e amigos para comemorar, distribuindo balas e guloseimas, assim como fez o Hamas e os árabes em Gaza.
Enquanto isso, em menos de cinco minutos, já estavam lá as ambulâncias, a Hatzala (paramédicos), a Zaka (também cuidando dos falecidos e de seus restos mortais) — todos fazendo de tudo para salvar vidas — as vidas de pessoas que estavam fazendo orações quando foram covardemente atacadas. A CNN não podia perder a oportunidade de anunciar as notícias fresquinhas de Jerusalém. Primeiro post no seu site: “Polícia atira, mata dois palestinos” — sim, palestinos assassinos morreram, mas judeus assassinados em uma sinagoga em plena oração não é notícia... Primeira atualização da notícia no site da CNN: “4 israelenses, 2 palestinos mortos em Jerusalém”— com certeza deve ter sido algum terremoto, talvez um tsunami... Segunda atualização no site da CNN: “Ataque mortal em uma mesquita de Jerusalém” — sinceramente, não sei mais o que dizer. Mesquita? Ataque? Será que foi o ISIS?...
 Enquanto tudo isso acontece, ainda ouvimos Abas condenar o ataque (a meia boca) lembrando que isto é consequência das invasões de judeus na mesquita de Al Aqsa... Sim, ele condenou, ele teve que condenar o ataque, pois o Kerry está por ali, no Oriente Médio, e pega mal seguir falando para seu público continuar atacando judeus inocentes, como ele mesmo vem fazendo há algumas semanas. E nós, o que devemos fazer? Deveríamos encher as sinagogas com a nossa presença! Trazer mais judeus para participar das orações. Mostrar para nós mesmos e para os agressores que não vão nos amedrontar. Se quatro (cinco) vozes foram caladas e não podem mais rezar, que outras quatro mil preencham o seu lugar!
Como está escrito na parashá desta semana: a voz — é a voz de Yaacov — a voz das orações e do estudo de Torá do povo de Israel, mas as mãos — as mãos sanguinárias que só sabem destruir e matar — são as mãos de Essáv — são as mãos dos inimigos do povo de Israel. Que as vozes das orações e do estudo da Torá que foram interrompidas sejam substituídas e multiplicadas por todos nós, apesar das mentiras delirantes e insensatas que reinam a nossa volta. A nossa força é a voz de Yaacov, a voz da verdade, a voz da bondade, a voz da Torá e das mitzvót que deve ressoar firme e forte em todos os cantos do mundo, abafando o som da maldade, estremecendo os corações e levando às boas ações na prática, pois mais vale uma boa ação do que mil suspiros.
BARUCH DAYAN HAEMET.

AM ISRAEL CHAI.

Quatro rabinos e um policial druso foram mortos no massacre.


Massacre na Sinagoga Kehillat Yaakov.

Israelenses unidos: Foto tirada durante o enterro de Zidan Saif, o policial
druso-israelense morto na troca de tiros com os terroristas árabes,
judeus ortodoxos e o Rabino-Chefe de Israel estiveram presentes.


Palestinos celebram a morte de israelenses.
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Beit El Shamah

A BEIT EL SHAMAH ALCANÇA A PLENA RESTAURAÇÃO, VIVENDO DE FATO UMA FÉ JUDAICA E ACEITANDO O TESTEMUNHO DOS PATRIARCAS DO POVO JUDEU, DOS TSADIKIM (JUSTOS), DE MOSHE RABEINU E DE IESHUA BEN YOSSEF HA MASHIACH



A Beit El Shamah chega a plena restauração ao deixar de lado o Novo Testamento, o livro de Roma, e resgatar nos manuscritos mais antigos, apenas os ensinamentos não adulterados de Ieshua e seus discípulos. O sistema religioso romano escolheu e manipulou os manuscritos de copistas acerca da história e ensinamentos de Ieshua e seus discípulos, a fim de adequá-los aos seus dogmas e doutrinas apóstatas. Deu um nome que revela a real intenção de usurpar o lugar de Israel como representante do Eterno. "Novo Testamento" é um termo estranho ao texto bíblico, haja visto que o Eterno fez alianças e não testamentos. As alianças feitas com Avraham Avinu foram confirmadas e planificadas no Sinai com a outorga da Torah. A aliança renovada profetizada por Jeremias internaliza as alianças anteriores em nosso coração e mente. Porém Roma inseriu nos manuscritos de copistas o conceito de Testamento, um termo jurídico, onde o novo anula o anterior. Mantendo alguns ensinamentos de Ieshua e seus discípulos, mas misturando com adulterações, enxertos e omissões, o sistema religioso romano criou o Novo Testamento, a fim de consolidar seus dogmas e doutrinas. Nos próprios textos do livro de Roma, encontramos conflitos de idéias e contradições entre os próprios escritos e com a Torah. Atribuir a este livro o termo B'rit Chadashá e vesti-lo de um aspecto mais judaico não resolve o problema, pois B'rit Chadashá é a aliança renovada que o Eterno fez com a Casa de Judá e a Casa de Israel e não o nome de um conjunto de livros escolhidos e manipulados pelo sistema religioso romano. O que precisa ser feito, e estamos fazendo, é colher nos manuscritos mais antigos os verdadeiros ensinamentos de Ieshua e seus discípulos e devolver a César o que é de César, ou seja, o Novo Testamento.

Na verdade, o único escrito que Ieshua ben Yossef Hamashiach instruiu que fosse escrito são as revelações sobre os fins dos dias, conhecido como Apocalipse. Quanto aos demais surgiram de uma tradição oral dos seus discípulos, dos quais iremos colher ensinamentos que não foram adulterados. Porém, não existe nenhuma instrução de Ieshua para que fosse escrito um novo livro sagrado, ao contrário, nunca designou nenhum escriba para isto e deu a visão para os seus discípulos para fazerem novos discípulos, ensinando a eles o que eles aprenderam com o seu Rabino Ieshua ben Yossef, que de fato cumpriu a primeira vinda de Mashiach, como Mashiach ben Yossef. Existem hoje em dia muitos grupos pseudo restauradores que chamam o cristianismo e o próprio judaísmo de babilônia e se colocam como donos da verdade. Mas, não passam de reforma do próprio cristianismo e nunca se libertaram da verdadeira babilônia, ou seja, o sistema religioso romano. Quando lemos Isaías 2:2,3, entre outras profecias, fica claro que as nações afluirão nos últimos dias para o D'us de Yaakov e aprenderão dos Rabinos de Israel a Torah de Tsion e a Palavra de D'us, de Jerusalém.

Concluindo, chegamos a plena restauração com conceitos claros e bem definidos sobre a nossa fé, tendo como base imutável a Torah do Eterno, que como Ieshua ensinou, não será tirada dela nem um Yod, ou mesmo um pequeno traço de uma letra hebraica. Abaixo a nossa declaração de fé:

1. Cremos que o Eterno é UM, INDIVISÍVEL E INCORPÓREO.
2. Cremos que o Eterno é o Único D`us verdadeiro e o Criador de tudo e de todos.
3. Cremos nas alianças feitas pelo Eterno com o povo judeu.
4. Cremos que o povo Judeu é depositário da Torah e das revelações Divinas, para sempre e são insubstituíveis segundo as promessas do Eterno.
5. Cremos no Mashiach como o ungido que completa o mérito adquirido pelos patriarcas e justos do povo judeu, a fim de assegurar o pleno cumprimento das promessas do Eterno para o povo judeu e para as nações. 
6. Cremos que Mashiach ben Yossef veio para ficar na brecha pelo povo judeu e ao mesmo tempo abriu uma porta para a Casa de Israel (os dispersos das 10 tribos do Norte) e pessoas de todas as naçōes que estão dispostos a fazerem teshuvá, se convertendo ao Eterno.
7. Cremos que Mashiach ben David virá para estabelecer um reino de paz em Israel, e neste tempo judeus de todas as gerações irão ressuscitar.
8. Cremos que o Mashiach foi criado pelo Eterno e sua origem está em Adam Kadmon, o homem primordial, o primeiro a ser criado pelo Eterno.
9. Cremos que Ieshua ben Yossef cumpriu a primeira vinda de Mashiach ben Yossef, e voltará como Mashiach ben David. Acreditamos que sua morte serviu como mérito para interceder pelo povo judeu e para abrir a porta de teshuvá para a Casa de Israel e os convertidos das nações.
10. Cremos na Torah e no Tanach como livros sagrados.
11. Cremos que os ensinamentos não adulterados de Ieshua e seus discípulos concedem luz e acordam a Casa de Israel e os convertidos das nações para retornarem ao Eterno e viverem segundo os preceitos da Torah. 
12. Cremos no padrão de B'nei Noach como uma opção para as pessoas das nações que embora incircuncisos, podem servir ao Eterno. Porém, também cremos que os convertidos das nações têm o direito de abraçarem a aliança dos descendentes de Avraham, caso tenham convicção de que isto seja a vontade do Eterno para eles, e neste caso devem passar por conversão ao Judaísmo, incluindo obviamente a brit milá.
13. Consideramos qualquer adoração que não seja dirigida ao Eterno como idolatria, consideramos o conceito de trindade um conceito idólatra, consideramos o conceito cristão de unicidade que defende a tese de que o Messias seja uma encarnação de D'us, um conceito equivocado que também leva à idolatria. 
14. Acreditamos que a Casa de Judá, os judeus que estão ligados por nascimento à corrente de gerações do povo judeu, são os legítimos depositários da revelação da Torah e têm uma porta aberta de conexão com o Eterno, na medida em que vivem segundo os ensinamentos da Torah. Nós, a Casa de Israel e os convertidos das nações fomos re-enxertados ou enxertados na Oliveira (Israel) respectivamente, através do testemunho de Ieshua ben Yossef Hamashiach.
15. Cremos que o Eterno só estabeleceu uma religião, o Judaísmo, e que a Torah é o único padrão de justiça estabelecido pelo Eterno.

16. Respeitamos os ensinos e escritos rabínicos e além da Torah, da Tanach e dos escritos não adulterados de Ieshua ben Yossef Hamashiach e seus discípulos, e também estudamos o Talmud e outros livros judaicos.
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A Pedra Angular

Existem profecias no Tanach sobre a pedra angular referindo-se ao Mashiach e nelas aprendemos lições muito importantes. Entre elas, Zacarias 10:4, Salmos 119:22 e Isaías 28:16. O termo em hebraico é “Pinnáh”. Traduzido como pedra angular ou pedra de esquina e a este termo se aplica alguns significados. As vezes se refere aos líderes como em Juízes 20:2. Também traduzida como canto ou esquina como em Êxodo 38:2. Porém o seu significado mais específico é como pedra angular como está escrito nos versículos acima que apontam para o Mashiach. Mas, em todos os casos “Pinnah” é colocado sobre uma base, um fundamento pré-estabelecido, tendo assim a função de ser a pedra principal da edificação, mas não o seu fundamento, não a sua base. No livro de Jó, quando o próprio Eterno exorta Jó, é citado o termo “Pinnah” e no texto é explicado que antes da pedra de esquina ou angular ser lançada, existe um fundamento que é pré-estabelecido. O texto diz: “Sobre o que estão fundadas as bases (pilares que sustentam as edificações e dão a base para as construções), ou quem lançou a pedra angular” Jó 38:6.

Vamos entender agora a função da pedra angular ou de esquina, e a aplicação do termo pinnah, a fim de entendermos porque o termo foi aplicado num aspecto profético para o Mashiach. Em primeiro lugar já entendemos que a pedra angular está sobre uma fundação. Mas, qual seria a fundação que vem antes da própria pedra angular? Antes do Eterno trazer a existência tudo o que existe, ele desejou, projetou e estabeleceu os mecanismos que permitissem o surgimento de tudo e de todos. De uma forma resumida, pois o tópico precisaria de um estudo extenso para alcançarmos um entendimento melhor, antes da criação o Eterno estabeleceu um mecanismo para criar tudo e todo e isto incluía as 22 letras do alfabeto hebraico e as dez sefirot. De uma forma simples de entender, a contração e ocultação da luz, somado a canalização da emanação da Luz e os filtros que diminuem sua intensidade, fez com que surgisse o mundo existente em todos os seus níveis e formas. Este mecanismo primordial é a própria essência da Torah e é revelado na Torah. É a instrução Divina que forma o DNA da própria existência. 

Após isto, sobre este fundamento, foi criado o primeiro ser através do qual surgissem os outros seres. O primeiro a ser criado foi revestido de vestes que são conhecidos como os mundos. Este ser é o primogênito da criação, o primeiro a ser criado e foi criado a imagem do Eterno, assim também como nós, pois através das 10 sefirot é transmitido para ele e para nós a informação primordial sobre quem é o Eterno, obviamente num nível controlado e limitado pela capacidade de cada recipiente absorver a luz Divina. Sobre isto existe um ensinamento de Shaul hashaliach:

“O qual (o Mashiach) é a imagem do Elohim invisível (termos também usado para nós em gênesis 1:27, já que todos nós existimos através da canalização da luz através das 10 sefirot) o primogênito de toda a criação (o primeiro a ser criado)”.

(encontrado em Colossenses 1:15)



Neste contexto a grande diferença do Mashiach, cuja origem é Adam Kadmon, o homem primordial, é que ele foi o primeiro a ser criado e através dele foram criados tudo o que existe. Dele saíram as almas e sobre ele foram colocadas vestes (mundos). O grande propósito é um dia todos nós alcançarmos a unidade novamente, e funcionarmos de novo como um organismo, interagindo com o Eterno desta forma. Shaul hashaliach para explicar isto, usa o termo “corpo do Mashiach”, mostrando que embora pareça que somos indivíduos totalmente independentes um do outro, na verdade somos parte de um mesmo organismo, porém no momento estamos num estado fragmentado. Este é outro assunto que precisa ser tratado de forma extensa em outro momento. Voltando a questão do Mashiach, ele é aquele que reflete a Luz Divina com mais intensidade pela sua capacidade de absorver mais luz e ao mesmo tempo pela ausência de kelipot (cascas de impureza) que permite uma transmissão de luz muito intensa. Por isto Yochanan hashaliach o chama de lâmpada do Eterno. Em todos os casos o Eterno é a única fonte de Luz e o próprio Mashiach recebe do Eterno a Luz que está sobre ele assim como toda criação, com o diferencial de absorver uma maior quantidade como já explicado.

Agora vamos tratar do termo “Pedra angular” e sua aplicação ao Mashiach. A pedra angular é uma pedra colocada no topo de um arco que traz equilíbrio sobre as outras pedras, balanceando as forças opostas. O arco, obviamente está assentado numa base, num fundamento. A pedra de esquina refere-se a uma pedra colocada nos cantos de uma edificação para alinhar as outras pedras e conceder uma sustentação para a edificação. Neste caso existe também um fundamento que é colocado antes das pedras de esquina que ficam nos cantos. O terceiro caso é pedra fundamental que pode ser uma forma de dizer pedra angular ou de esquina, mas que também recebe uma definição própria, esta não compatível com o termo Pinnáh. Numa definição própria do termo pedra fundamental, a sua função é apenas simbólica, como um marco que é colocado antes da edificação. Nesta definição a pedra fundamental é colocada no começo de uma edificação para se tornar um marco simbólico, porém sem função de sustentação ou equilíbrio na obra. Nela há um inscrição, as vezes é ornamentada e se difere das outras. Em alguns casos, como numa cidade, é um marco simbólico colocado antes de começar as obras de construção. Neste caso, no que se refere a edificação, também está colocada sobre um fundamento, porém não exerce a função de equilibrio ou de sustentação ou mesmo de alinhar as outras pedras. Além destas definições, a pedra angular também tem o significado de ser a pedra principal da edificação, no sentido de ser o líder, o cabeça, o chefe.
À luz desta explicação, o Mashiach recebe o título de pedra angular ou de esquina, porque é a pedra principal entre outras pedras, e ao mesmo tempo a pedra que trará o equilíbrio necessário as outras pedras, com a função também de fornecer um alinhamento e dar firmeza e consistência na construção. Além disto, é o Rosh, o líder, o ‘cabeça’ da edificação. Esta é exatamente a função do Mashiach dentro de um contexto judaico, sendo uma das pedras da construção, não a única, e servindo como pedra principal na medida em que traz equilíbrio e sustentação as outras pedras. Porém, sozinho não teria função nem haveria edificação e é bom lembrar que também se apoia sobre o fundamento da Torah como todas as outras pedras. Neste contexto, embora o Mashiach seja importantíssimo, não tira a importância também das outras pedras que compõem esta edificação. Em outras palavras, embora o Mashiach seja a pedra principal na edificação, ela só é eficaz com a participação das outras pedras. Assim, ao exaltar a importância do Mashiach, não deixamos de valorizar o papel de Abraão, de Moisés, de David, dos discípulos do Mashiach, de Baal Shem Tov e de todas as outras pedras que compõem esta edificação, sendo você e eu também parte integrante desta edificação.
Como explicado o termo pedra fundamental também pode ser usado como uma outra forma de dizer que a pedra de esquina ou de canto é a pedra principal e fundamental para a obra. Porém existe também o conceito de pedra simbólica que é colocada no começo de uma edificação e neste caso não pode ser aplicado ao termo Pinnah. Porém, o sistema religioso romano manipulou este conceito para criar uma base falsa para a concepção de um messias deus que não precisa de ninguém e que resolve tudo sozinho. De forma quase subliminar a mensagem deste sistema religioso apostada, é que o messias deus veio, e a partir dele começou de fato a edificação “verdadeira” composta pela pretensa “igreja de Cristo”, tendo como sede Roma. Neste contexto a pedra de esquina assume uma função que ela não tem de ser próprio fundamento da construção, como se fosse uma pedra que servisse de base para a edificação, função esta que não se aplica a nenhuma das definições do termo “Pinnah”. O que Roma na verdade fez foi ensinar este conceito, porém a aplicação da definição de pedra fundamental é incompatível ao termo pinnah, a fim de servir aos seus propósitos. Ou seja, o sistema religioso romano estabeleceu uma visão do messias deus, como uma espécie de pedra fundamental simbólica que fosse um marco inicial e um ícone para o estabelecimento desta nova religião. Porém esta pedra fundamental segundo a concepção de Roma, embora parecesse ser o fundamento seria na prática apenas um ícone, pois o fundamento seria a própria doutrina estabelecida pelo sistema religioso romano, o qual também reinaria como representante do messias deus. A partir daí todos os conceitos bíblicos foram ajustados e manipulados, a fim de corroborarem com os dogmas e fundamentos da teologia romana, que serviria como base, substituindo a própria Torah. Assim o messias deus do sistema religioso romano não é a pedra angular, mas uma pedra simbólica, e todo o conceito de deidade, inclusive do deus trino, tornam-se ícones usado por este sistema, a fim de que reine na terra e estabelece sua própria lei, tornando-se “mãe da própria bíblia” neste surto doutrinário motivado pela busca de poder. Obviamente isto irá desmoronar nos últimos dias, quando muitos acordarem e então se cumprirá a profecia de Isaías 2:2,3. Então as pessoas voltarão ao D’us de Jacob e não a divindade criada pelo sistema religioso romano, e aprenderão a Torah e a Palavra de D’us de Tsion e Jerusalém respectivamente. 

Quanto ao conceito da pedra angular ser rejeitada pelos edificadores, se refere ao fato de Mashiach ben Yossef ficar oculto à Casa de David, a fim de cumprir sua missão trazendo de volta a Casa de Israel e as pessoas das nações que se converterem ao Eterno. Isto perdurará até que a Casa de David se una a Casa de Israel nos últimos dias. Mas antes disto, a visão correta da vinda de Mashiach ben Yossef será totalmente retirada da Kelipa (da casca de impureza) do sistema religioso romano, e só se revelará quando este sistema não existir mais, quando a babilônia receber seu julgamento da parte do próprio Eterno.

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Yom Kipur: Uma oportunidade para começarmos de novo!

Yom Kipur - UMA OPORTUNIDADE PARA COMEÇARMOS DE NOVO!

O KOL NIDREI é um tradição que se perpetuou no Judaísmo. Através dele são anuladas todas as alianças que não estão de acordo com a Torah. Neste Yom Kipur é uma ótima oportunidade para anularmos alianças provenientes da passagem de todos nós no sistema religioso romano. Anulando os conceitos idólatras da trindade e da adoração ao messias, anulando o conceito apóstata da anulação da Torah, anulando todos os aspectos pagãos deste sistema religioso romano que afetaram nossas vidas, na medida em que de alguma forma participamos disto no passado. Além disto, é um momento muito importante para pedirmos perdão pelos nossos erros e aproveitarmos esta grande oportunidade do Eterno de começarmos de novo.

É bom lembrarmos também, que embora tenhamos sido perdoados de pecados passados na medida que fizermos teshuvá, não estamos livres de restituições que a vida impõe a cada um de nós. Em Yom Kipur, se houver um genuíno pedido de perdão, algumas destas restituições podem ser abrandadas, pois o Eterno nos instrui a afligir a nossa alma por um dia, a fim de nos libertar de sofrimentos que com certeza durariam muito mais do que um dia.

Yom Kipur expressa a benevolência do Eterno, oferecendo a cada um de nós uma nova chance, uma nova oportunidade. Que todos nós sejamos inscritos no livro da vida! Bizchut Haavot, Vehatzadikim, u'veshem Ieshua Hamashiach (pelo mérito dos patriarcas e dos justos e em nome de Ieshua, o Messias.

Gmar Chatimá Tová!
Que você seja inscrito e selado para um bom ano!


Marcos Andrade Abrão
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