O Segredo de Adam Kadmon

Entender Adam Kadmon é compreender o propósito do mundo existente e a essência de Mashiach. Tendo como pano de fundo o Ein Sof, que de certa forma passou a existir para dar lugar ao primeiro Kli (recipiente), Adam Kadmon é a pedra angular de toda a existência. Além de tudo, manifestado no próprio Ein Sof, está o Eterno, cuja grandeza é incomensurável e embora esteja infinitamente além da nossa compreensão, as vezes parece estar ao nosso lado com uma capacidade ilimitada de nos amar e nos chamar para cima. Buscá-Lo é uma tarefa Eterna motivada pela felicidade que sentimos cada vez que nos aproximamos um pouco mais Dele. A sensação de gozo é indescritível e o tipo de amor que experimentamos é preenchedor. É preciso receber aos poucos, pois como um corpo desnutrido precisa se alimentar pouco a pouco para não perecer, assim também nossa alma precisam captar gradativamente a Luz Divina, para o recipiente não se romper.

Conhecer o Eterno é a maior aventura da nossa alma, a sensação mais extasiante que podemos experimentar e ao mesmo tempo é como descobrir a própria essência da vida. Mas, para isto, é preciso sair do círculo vicioso de buscar prazer puramente por egoísmo, tentando se livrar de tudo que incomoda para preservar a própria vida. Na verdade, a vida vai nos apresentando a cada dia um banquete de experiências, nem todas boas, mas todas proveitosas, e o que vai realmente fazer a a diferença é o filtro que usamos para percebê-las.

Adam Kadmon nos lembra que viemos de um mesmo corpo, de um mesmo recipiente, e ajudar os outros na verdade é ajudar a nós mesmos, afinal de contas um dia funcionaremos sincronizados como se fôssemos um mesmo corpo, e seremos. Ligado a cabeça do corpo, Mashiach, estaremos recebendo a Luz Divina do Eterno de uma forma tão perfeita que neste momento, mesmo que venhamos a esticar nossa imaginação ao máximo, seria impossível captar.

Muita shalom para todos!

Texto de Marcos Andrade Abrão


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Significado dos elementos do Seder de Pessach

"Esta noite se guardará para o  Eterno, porque nela os tirou da terra do Egito; esta é a noite do Eterno, que devem guardar todos os filhos de Israel nas suas gerações. Disse mais o Eterno a Moshe e a Aharon: Esta é a ordenança de Pessach: nenhum filho do estrangeiro comerá dela. Porém todo o servo comprado por dinheiro, depois que o houveres circuncidado, então comerá dela. O estrangeiro e o assalariado não comerão dela. Numa casa se comerá; não levarás daquela carne fora da casa, nem dela quebrareis osso. Toda a congregação de Israel o fará. Porém se algum estrangeiro se hospedar contigo e quiser celebrar a páscoa ao Senhor, seja-lhe circuncidado todo o homem, e então chegará a celebrá-la, e será como o natural da terra; mas nenhum incircunciso comerá dela. Uma mesma lei haja para o natural e para o estrangeiro que peregrinar entre vós." - Shemot (Êxodo) 12: 42 - 49


Significado dos elementos do Seder de Pessach


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Alimentação durante Matzot - Para Judeus e B'nei Noach

LISTA DE ALIMENTOS QUE NÃO PODEMOS COMER EM MATZOT

PARA JUDEUS E B’NEI NOACH

Shemot (Êxodo) 12:15 - 20 - "Sete dias comereis pães ázimos; ao primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, desde o primeiro até ao sétimo dia, aquela alma será cortada de Israel. (...) Por sete dias não se ache nenhum fermento nas vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, aquela alma será cortada da congregação de Israel, assim o estrangeiro como o natural da terra. Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações comereis pães ázimos."

1. A Torá nos proíbe comer fermento e os seguintes grãos (e derivados): trigo, centeio, cevada, espelta e aveia (conhecidos como chametz).

- Além de comer, não podemos ter produtos que contenham estes ingredientes, então é preciso verificar equipamentos (Ex. Torradeiras podem conter restos de chametz) e cosméticos (Shampoos os sabonetes de aveia, por exemplo).

2. Alimentos que contém esses grãos: pães, bolos, biscoitos, massas, pizzas, panquecas, tortas, salgadinhos, empadões, confeitos, etc.

3. Alimentos que não estão incluídos nesses grãos, porém é costume terem selo Kosher Lepessach porque são certificados de estarem isentos de algum tipo dos grãos proibidos ou de substâncias que fermentem, tais como arroz, feijão, leite, queijo, iogurte, etc – Entrar no site BDK (clique aqui), ou BKA (clique aqui) e ver Produtos da Lista de Pessach (você irá perceber que são muitos os produtos mencionados).

OBS.: Nas regiões onde não é possível conseguir esses itens Kasher lepessach aconselhamos você adquirir esses produtos certificando-se de que eles não contêm componentes ligados aos 5 grãos mencionados na Torá e nem fermento ou glútem.



GLÚTEN: O glúten pode conter traços de chametz, então qualquer produto que tenha não poderá ser consumido. Se um dos produtos que estiverem nas listas do BDK ou BKA tiverem glúten, é porque o glúten deste produto não é composto por chametz. Estas listas são rigorosas e completamente confiáveis.

4. Com relação à cevada, de onde é originado o malte (maltodextrina, etc) citamos abaixo alguns produtos que possuem essa substância em sua composição e não podem ser ingeridos durante Matzot: Granola Trio, Sucrilhos Kellogs, Cream Cracker, Barras de Cereal Ritter, Ovo Maltine, Nescau, Toddy, Barra de Cereal Nutry.

5. Para quem quer substituir a farinha de trigo para preparar bolos, biscoitos, panquecas, etc. poderá utilizar a farinha de matsá ou fécula de batata.

6. Quanto à espelta, também é conhecida como trigo vermelho, é uma espécie da família das gramíneas, próxima do trigo e é mais encontrada na Europa.

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Filósofo ou Praticante da Torah? O que você é?

O acúmulo de conhecimento pode formar um filósofo, mas só a prática pode trazer à luz o propósito Divino na vida de uma pessoa.

Vejo muitas pessoas falando sobre a questão da restauração e sobre a Torah e judaísmo, mas, o que diferencia um filósofo de um praticante da Torah? A resposta é simples. Um filósofo se cerca de livros e cria o hábito de discutir os assuntos que aprende. Na verdade, o alimento para o filósofo é o próprio conhecimento e isto serve como inspiração para sua vida. Após isto cria uma série de jargões e o máximo que pode se tornar é um "pregador". Por outro lado, a vida dele continua a mesma, sem transformações profundas e com o tempo com um acréscimo de aflições, pois o acúmulo de conhecimento exigirá um mérito que só pode ser adquirido com a prática da Torah. O filósofo pode também tornar-se confuso e nestes casos a situação fica ainda pior. E o praticante? Bem, este está no caminho de se tornar um Tsadik, um justo segundo o conceito da Torah. A sua prática dos preceitos torna seu relacionamento com o Eterno mais profundo, e o resultado disto é um crescimento espiritual visível com transformações reais na sua própria vida. O conhecimento para o praticante da Torah é uma ferramenta que o ajuda a praticar os preceitos de forma mais precisa, porém a sua inspiração vem da própria prática da Torah.

Nenhum dos dois são perfeitos, nem o filósofo, nem o praticante da Torah, mas o praticante inegavelmente está nitidamente mais próximo do Eterno pois está fazendo a vontade Divina. Não é por acaso que a frase clássica que foi um dos compromissos do nosso povo com o Eterno, o qual contribuiu para o povo judeu se tornar depositário da Torah e suas revelações foi a seguinte: "FAREMOS E OUVIREMOS". Observem que o "fazer" veio antes de "ouvir", a final de contas vivemos no mundo de Assiá, o mundo da ação, e neste mundo é a ação movida pela Emuná (fé) que faz toda a diferença. Vamos cumprir mais a Torah e podemos ensinar não segundo teologias, mas segundo a nossa própria experiência. 



Marcos Andrade Abrão
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Israel, um portal para a Luz Divina

Ainda estamos digerindo a experiência maravilhosa que tivemos em Israel. Foi a maior imersão no judaísmo que já tivemos nas viagens a Israel. Encontramos pessoas que nos compreenderam e interagiram conosco, embora não podemos relatar tudo o que aconteceu em razão destes assuntos terem um caráter mais interno dentro da Beit El Shamah. Como alguém disse, na diáspora a ligação para o Eterno é "interurbana", mas em Israel a ligação é "local". É verdade e é assim que nos sentimos em Jerusalém.

Israel está vivo e preparando-se para os dias de Mashiach, quando todas as promessas feitas pelo Eterno ao nosso povo serão plenamente cumpridas. Ficamos dois dias em Tzfat e o restante em Jerusalém, tendo visitado também Hebron. Postarei os vídeos das parashiot que ficaram pendentes e o texto de tudo o que foi falado lá em breve. Mas, algo importante que é a chave para uma real experiência com o Eterno é a prática da Torah. O acúmulo de conhecimento pode formar um filósofo, mas só a prática pode trazer à luz o propósito Divino na vida de uma pessoa.


Marcos Andrade Abrão
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Como cumprir o propósito Divino em nossas vidas

Chegamos da viagem MARAVILHOSA A ISRAEL! Shalom para TODOS!

O que aconteceu nesta viagem é indescritível! Houve uma imersão no judaísmo extremamente profunda. Não posso descrever tudo, mas digo apenas que o Eterno está nos guiando a algo maravilhoso e além das nossas maiores expectativas. Uma das coisas que vimos e constatamos de forma inequívoca, é que o judaísmo ortodoxo tem o mérito de manter os segredos e aspectos mais preciosos da Torah. Encontramos pessoas que nos compreenderam, e entenderam que a nossa visão de Mashiach não é incompatível com o judaísmo e que não temos nenhuma, absolutamente nenhuma ligação com o sistema religioso romano. Não visitamos lugares que visitam aqueles que seguem o sistema religioso romano, mas em um ambiente judaico imergimos ainda mais no judaísmo. Passamos a respeitar ainda mais o judaísmo ortodoxo e além de tudo isto, ficou ainda mais claro a nossa visão do Mashiach Ieshua, como Mashiach ben Yossef, com um divisor de águas ainda mais nítido entre a nossa visão e experiência e o construto romano, criado para ser o deus da "nova religião" que manteria o poder de um império em decadência (o império romano). A mensagem abaixo reflete um pouco o caminho para fazermos a vontade Divina.

Como cumprir O PROPÓSITO DIVINO em nossas vidas!

Vale a pena viver segundo a direção Divina! A princípio parece que estamos renunciando nosso modo de vida, e é exatamente isto. Renunciar o nosso modo de vida e sermos moldados pelo Eterno para viver segundo a vontade Dele. Quando fazemos isto as coisas vão acontecendo passo a passo e por mais que tenhamos expectativas do que vai acontecer adiante, Ele sempre nos surpreende, nos ensinando a viver e nos guiando ao cumprimento do propósito Divino preparado para cada um de nós. A Felicidade e Alegria só podem brotar quando estamos cumprindo o propósito Divino pelo qual existimos. Se alguém disser: "Preciso saber qual é o propósito para minha vida". Repito as palavras de um Rabino que nos visitou no hotel: "Se você está perguntando isto é porque ainda não está cumprindo o seu propósito". Então, o que fazer nestes casos? Pode parecer simples demais, mas a solução é começar a fazer as coisas que temos certeza que são a vontade Divina, ou seja, cumprir as Mitsvot e então aprenderemos a ouvir e obedecer a direção Divina. 

Marcos Andrade Abrão

QUE ESTEJAMOS CADA VEZ MAIS IMERSOS NO CUMPRIMENTO DA VONTADE DIVINA.



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27 de janeiro - Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Os crimes hediondos e covardes da Besta Nazista não podem ser esquecidos, para que nunca mais se repitam!


Devemos lembrar sempre do Holocausto para que jamais seja repetido. Lutar contra toda espécie de antissemitismo é um dever nosso em memória de todas as vítimas dos crimes hediondos e covardes perpetrados pela Besta Nazista. Toda manifestação de negação ao Holocausto é um manto de vergonha e uma atitude covarde de tentar esconder os crimes nazistas. Como o Egito, a Assíria, os Babilônios, os Medos e Persas, os Gregos, o Império Romano e os Nazistas, todos pereceram, mas Israel VIVE, porque o Eterno é o Guardião de Israel. 

Marcos Andrade Abrão.



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A Torah: Uma foto da Luz Divina

Uma palavra chave para a Luz Divina descer ao Monte Sinai foi: "FAREMOS". A Torá visa acima de tudo elevar as ações que praticamos neste mundo (O Mundo de Assiá - mundo da ação) ao nível espiritual. Embora a Emuná (fé) esteja presente em todo o processo, deste a salvação da escravidão do Egito até ao cumprimento de cada Mitsvá da Torá, tudo é consolidado na medida em que FAZEMOS, ou seja, colocamos em prática aquilo que ACREDITAMOS.

Ieshua ensinou que ouvir a Palavra sem praticar é como construir uma casa sobre uma estrutura frágil que não aguentará as tempestades (adversidades enfrentadas na vida). O nosso povo, o povo Judeu, está em pé até hoje porque continua praticando a Torá e ensinando aos filhos a fazerem a mesma coisa. É um chamado para cada um de nós, na medida em que reafirmamos a cada dia diante do Eterno: FAREMOS.

Em um texto posterior na Torá, uma outra palavra foi acrescentada: "OUVIREMOS", e a frase "FAREMOS e OUVIREMOS" ficou completa sob todos os aspectos. Praticando a Torá e estudando a Torá com o objetivo de praticar mais, abre a porta para uma interação intensa entre o espiritual e o físico, que no sentido mais profundo visa um relacionamento forte e consistente entre nós e o Eterno.

A teshuvá abriu a porta para retornarmos a Torá, mas é a prática da Torá que prova que somos sérios no nosso relacionamento com o Eterno, e que estamos de fato comprometidos com o Seu propósito Divino. A luz que brilhou no Sinai foi tão intensa que deixou uma FOTO, A TORÁ. Assim, cada vez que cumprimos um mandamento ele se transforma em LUZ na nossa vida. De fato cada mandamento tem um porção de luz que é transmitida a nós quando COLOCAMOS EM PRÁTICA. Quando por exemplo evitamos fazer algo porque é proibido segundo a Torá, estamos na verdade guardando a nossa alma do impurificamento que certamente afastaria a Luz Divina ou nos tornaria insensíveis a ela. Mas, quando praticamos um preceito positivo, então somos revestidos de Luz e nos aproximamos da FONTE DE TODA A LUZ, O ETERNO.

Vamos dizer TODOS: Faremos e Ouviremos, ou seja, vamos cumprir a Torá e estudar a Torá porque temos a plena Emuná (fé) que este é o grande propósito Divino para nossas vidas. Ieshua veio justamente para isto, para abrir a porta a fim de que pudéssemos retornar para o Eterno e viver segundo a Torá.

Marcos Andrade Abrão.

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Comentário da Parashá Beshalach - Quem são os Amalequitas?

Quem são os AMALEQUITAS? O sentido físico e espiritual.
Comentário acerca da PARASHÁ BESHALACH.

Focando em um aspecto específico acerca dos AMALEQUITAS, gostaria de ressaltar a ação deles, a fim de que TODOS estejam atentos e não caiam em suas armadilhas, que podem afastá-los de um serviço aceitável ao Eterno. Porém, precisamos primeiro entender quem são as vítimas. Os amalequitas atacavam as pessoas que ficavam para trás, já cansadas da jornada e que tinham diminuído o ritmo da caminhada. O objetivo dos amalequitas era simplesmente destruir estas pessoas. Observe que quando Israel finalmente resolve lutar contra eles a guerra ocorre em duas dimensões, fisicamente com um exército liderado por Josué, e espiritualmente com a intercessão feita por Moisés, indicando de forma clara que por trás dos amalequitas existiam também forças espirituais malignas. 


A ação física está clara no texto, mas a ação espiritual, segundo nossos sábios, está ligada a dúvida e esfriamento do serviço ao Eterno. Existe uma equivalência numérica (guemátria) entre Amalek e a palavra Safek, que significa "dúvida". A ação dos amalequitas, na dimensão espiritual, é colocar dúvida na mente das pessoas para que elas venham a literalmente esfriarem no que se refere ao serviço ao Eterno. Então todos que se libertaram das teses do sistema religioso romano e vieram a se aproximar do Eterno com muita sinceridade e dedicação, passando a cumprir a Torah de uma forma excelente se dediquem cada vez mais, e estejam atentos a qualquer ataque desta natureza. O nosso maior inimigo é o yetser hará, a inclinação para o mal, porém existem também forças físicas e espirituais externas que colaboram com este espírito de Amalek. O Mashiach Ieshua abriu uma porta para que todos nós nos convertêssemos de todo o coração ao ETERNO, e também para praticarmos a Torá de forma sincera e dedicada. Devemos estar sempre agradecidos por esta bênção tão grande que transformou nossas vidas em instrumentos para o cumprimento dos propósitos Divinos.


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