Como são testados aqueles que recebem a verdade e se aproximam da Torah?

É muito interessante pois o teste não ocorre apenas no âmbito pessoal de quem está se aproximando da Torah, mas nos ataques à pessoa que está ajudando-o a se aproximar da Torah. O objetivo disto é que a pessoa que está sendo ajudada possa ter o mérito de receber a luz que está sendo transmitida a ela. Por outro lado, quem está aproximando as pessoas da Torah também recebe mérito pelas aflições sofridas e também é testado - o quanto está disposto a renunciar o orgulho, pois o ataque ocorre justamente com difamações. Abaixo um texto do Rabi Nachman de Breslev. Leiam com atenção, pois ao ler entendi porque os vídeos de agradecimento dos membros da Beit El Shamah, estão trazendo tanta luz.

"A pessoa que trabalha para APROXIMAR ALMAS DA TORAH deve esperar contestações e provas (Likutei Maharan I,228). Isto é para conservar o mérito dos que o ouvem. Pois se o homem assim fosse amado e aprovado por todos, não haveria nenhum mérito em escutá-lo. O próprio Rabi Nachman, cuja obra essencial consiste em aproximar seus irmãos da verdade, sofreu violentos ataques. Ainda mais virulentos foram os que teve de sofrer o seu caro aluno Rabi Natan. Contudo, a luz do seu ensinamento brilha com um brilho tão puro... Mas, este brilho é ofuscado pelas controvérsias das quais ele foi objeto. Aquele que se dedicar , que renunciar ao seu orgulho, poderá descobrir esta luz, regozijar-se nela e curar a sua alma. Quanto aquele que temer a opinião das massas , este privar-se-á de maravilhosas graças". Do LIVRO: Rabi Nachman de Breslav.


Marcos Andrade Abrão 
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Mantenha o seu coração cheio de LUZ; no final, tudo contribui para o BEM.

Várias circunstâncias na vida tentam contaminar o nosso coração, mas é preciso preservá-lo a fim de manter a conexão com o ETERNO. Todas as circunstâncias difíceis passam, e entre altos e baixos crescemos, se não permitirmos que o nosso coração seja contaminado. O segredo é a forma como enxergamos as coisas, adequando as situações à sabedoria Divina que é dada a cada um que busca o Eterno. No final, podemos chegar à conclusão de que um dos discípulos do Tsadik ensinou e que é um conceito genuinamente judaico: "TODAS AS COISAS, acabam contribuindo para o bem da pessoa que ama o ETERNO (e nunca deixou de amar, mesmo nas situações difíceis), daquela que vive segundo um propósito Divino (e não só para si mesmo)".

Marcos Andrade Abrão

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Uma lição sobre Tisha Beav

TISHA BEAV - Uma lição importante neste dia.

Se aproxima Tisha BeAv que tem muitas lições para aprendermos. Mas, uma das lições deste jejum se refere ao primeiro fato que originou uma configuração desfavorável para este dia. O ocorrido foi a murmuração dos espias, 10 deles, que haviam sido enviados para ver as terras que seriam dadas ao povo judeu. Posteriormente, neste mesmo dia houve a destruição dos dois templos. Mas, qual é esta lição, que entre outras, precisamos absorver neste jejum?

Existem algumas atitudes negativas que fluem de uma forma muito natural na vida de todas as pessoas. Para evitá-las precisamos ter uma espiritualidade real, fruto de uma conexão genuína com o Eterno. É a ingratidão, a visão negativa das coisas - mesmo quando são positivas-, a percepção da realidade sem uma atitude de confiança no Eterno, que leva a conclusões erradas e sentimentos ruins. E o mais grave, reclamar de uma situação boa. Se precisamos ver algo de bom mesmo em uma situação ruim e agradecer por situações boas, o inverso é encontrar algo de ruim mesmo em situações boas e reclamar em situações ruins, só enxergando o mal nelas.

Se cada um procurar corrigir seus próprios erros, juntos vamos contribuir mais do que imaginamos para a reconstrução do Templo, e que seja em breve e em nossos dias, B'ezrat Hashem!

"Aquele que procura sempre melhorar seu caminho, a este mostrarei a redenção Divina". 
Tehilim (Salmos) 50: 23b



Marcos Andrade Abrão



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"O Objetivo dos Objetivos"

O Maior DESEJO! A maior ALEGRIA! A grande META! O AMOR Primordial!

Existe um desejo dentro de nós que ultrapassa todos os desejos. Este desejo proporciona uma satisfação e prazer a que nenhum outro desejo pode se comparar. Este desejo primordial deve ser a nossa maior motivação da vida. Ele não anula os outros desejos, mas ao alcançá-lo, passamos a viver com um nível de consciência diferenciado e uma percepção aguçada que transcende a visão turva resultante dos filtros que existem pelo fato de estarmos em um corpo físico.

O Mashiach, os Tsadikim, a Torah, as Mitzvót, a Halachá, os escritos e ensinos rabínicos, em fim, tudo o que nos ajuda na jornada aponta para este desejo. O segredo está na maior Mitzvá (mandamento): Ouve Israel, o Eterno é nosso D'us, o Eterno é UM. Este é o primeiro passo resultante da Teshuvá e da imersão na Torah. O segundo passo que nos leva a imergir pouco a pouco neste desejo primordial é: AMARÁS o ETERNO de todo o teu coração, de toda a tua alma e com todos os recursos que você possui.

O grande DESEJO da nossa alma é nos aproximar do ETERNO, quebrando a insensibilidade e aprendendo a imergir no Seu amor. É algo indescritível, e mesmo uma pequena experiência de imersão já causa uma sensação incrível de satisfação na nossa alma. Pouco a pouco a centelha Divina que o Eterno colocou dentro de nós para que possamos nos aproximar Dele é despertada e o prazer resultante transcende qualquer outro prazer que este mundo possa proporcionar.

Quando estamos próximos do Eterno todo o sacrifício parece pequeno, e somos envolvidos no Seu amor.


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A Torah está impregnada da Presença Divina!

Como captá-la?

Cada letra, cada palavra, a forma das letras, o som que sai delas, a compreensão nos diversos níveis de interpretação, em fim, toda a Torah está impregnada da presença Divina. Ao ditar a Torah, o Eterno transmitiu a Sua essência na Torah e se uniu a ela.

Os sábios dizem que quando Yonatan Ben Uziel estudava a Torah, todo o pássaro que voasse perto dele queimaria, pela intensidade da presença Divina que o rodeava.

Uma pessoa que estuda e coloca em prática as Mitzvot consegue captar esta influência Divina. Uma pessoa que estava desconectada do Eterno mas fez teshuvá pode captar luz da Torah. Alguém que estava transgredindo a Torah mas se arrependeu e fez teshuvá pode se conectar com a Torah. Mas, se uma pessoa despreza a Torah ou está envolvido em uma prática de pecado e não está disposto a mudar, nestes casos, a influência da Torah não é ativada e a pessoa não tem como captar luz.

A Torah contém o segredo da retificação deste mundo e através das Mitzvot uma ordem Divina começa a ser estabelecida neste mundo.

O Mashiach e os Tsadikim nos ajudam no processo de Teshuvá e da revelação dos segredos da Torah, mas é no estudo e na prática da Torah que nossas almas se unem ao Eterno e participam do processo de retificação deste mundo.




Marcos Andrade Abrão
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O Exemplo de Pinchas

A grande lição de Pinchás é a capacidade de renunciar a paz pessoal para ajudar a sua comunidade judaica, em uma situação extremamente difícil. Moshé foi desafiado por Zimri, que entrou na tenda com uma midianita. Na ocasião já havia começado uma praga que estava atingindo a comunidade, e a estratégia de Bilan, de desviar o povo judeu através das mulheres que os induziam aos seus deuses, estava aparentemente funcionando. O que Zimri estava insinuando para Moshé era que o ato dele era semelhante ao de Moshé, pois havia se casado com uma midianita cujo pai era um sacerdote dos deuses, e na época Yitro não era convertido.

Diante da praga e desta situação constrangedora, Moshé, o grande líder do povo judeu, ficou sem ação, sem saber o que fazer diante daquela situação. Então Pinchás tomou a iniciativa sacrificando a sua paz e atravessou Zimri e a Midianita com uma lança. Algo que poderia ter muitas consequências e um ato muito arriscado, mas que recebeu a aprovação do ETERNO que honrou Pinchás com promessas maravilhosas, inclusive de um sacerdócio perpétuo.

O interessante é que quando o Eterno diz que daria a Pinchás um sacerdócio de Paz, a palavra Shalom está com o "Vav" partido. Os sábios fazem vários comentários acerca disto, mas uma das lições importantes, é que às vezes precisamos sacrificar a nossa paz pessoal, nossa shalom, a fim de nos levantar pela comunidade judaica e acima de tudo pelo Serviço Divino. Quando fazemos isto, uma Shalom ainda maior nos será concedida depois.

Shavua Tov para TODOS!


Marcos Andrade Abrão
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O Auto-Sacrifício e a Elevação das Nossas Almas

O que é de fato o auto-sacrifício? Quando usamos este termo, ele induz pensamentos de sofrimento, aflição e de auto-anulação. Estas coisas eventualmente fazem parte do auto-sacrifício, mas o sentido mais profundo está relacionado a sentimentos opostos, como alegria, felicidade e inspiração. Como entender isto?

Quando o Eterno nos coloca em uma posição de sermos instrumentos de uma mensagem Divina, o auto-sacrifício significa priorizar a mensagem mais do que a nós mesmos, nos transformando na própria mensagem que pouco a pouco toma conta da nossa vida. Então, a alegria que brota na nossa alma por ser portador da mensagem Divina se torna tão forte que sacrificamos aspectos da nossa vida, mas fazemos isto pela alegria de sermos instrumentos de Kadosh Baruch Hu.

Os sofrimentos surgem quando a mensagem é passada a este mundo, pois o mal presente nas diferentes esferas espirituais reagem e nos resistem de forma persistente e às vezes perversa. É aí que surgem as aflições, mas elas também têm um propósito proveitoso, pois refinam nossas almas para absorver e transmitir a mensagem Divina com ainda mais profundidade do que antes.

Uma coisa aprendi, que servir ao ETERNO é maravilhoso e Ele nos concede recompensas muito além do que merecemos. Aprendi também de que não podemos nos orgulhar de nada, pois tudo de bom que transmitimos é fruto da benevolência do Eterno, que nos preenche de Sua Luz para sermos seus instrumentos.

Muita Luz e muita Alegria para TODOS nesta semana.

Shalom, shalom!

Marcos Andrade Abrão



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Shabat Shalom!

Beit El Shamah - Um Lugar seguro, um lugar de refúgio para as almas que estão saindo da Casa de Edom.

Shabat Shalom! Muita Luz e Muita Paz para TODOS.

Estava conversando com um Rabino que é nosso amigo e ele estava falando como o Eterno nos uniu e proporcionou um lugar seguro para almas que estão saindo da Casa de Edom porque despertaram para o fato de que a verdade está na Casa do D'us de Yaacov, no Judaísmo.

Temos aprendido a cada dia, corrigindo nossos caminhos, sem medo, mas com muito amor pela verdade. Este progresso e evolução se vê nos vídeos, comparando um vídeo que foi gravado na semana passada com um vídeo de 2 anos atrás. Quantas coisas mudaram! O ensino da Torah, dos sábios do povo judeu, o respeito pelo movimento ortodoxo e a libertação do "NT", nos deram uma força extra e uma substância espiritual que nos fortalece a cada dia.

A visão de Mashiach ben Yossef, sem as influências da Casa de Edom, e a compreensão do papel da Torah, do Mashiach e dos Tsadikim no nosso crescimento espiritual, e acima de tudo a compreensão de que o objetivo dos objetivos, como ensinou Rambam, é o Eterno; se aproximar do nosso Criador, são conquistas valiosas que fazem parte da nossa história.

Que todos, membros e aqueles que um dia foram membros, os novos que estão chegando e os visitantes, possam todos armazenar as coisas boas que recebemos e temos recebido a fim de servir ao ETERNO de todo o nosso coração.

Quanto aos membros da Beit El Shamah, vamos avançar, progredir na visão que o Eterno nos concedeu e conquistar novos horizontes que vislumbram o cumprimento de uma profecia: "Venham, pois subiremos a montanha do ETERNO, a Casa de Jacob! Ele (o ETERNO) nos ensinará os Seus caminhos e seguiremos fielmente neste caminho, pois de Tsion virá sobre nós o entendimento da Torah e de Yerushalayim (Jerusalém) a Palavra do ETERNO". Yeshayahu (Isaías) 2: 2-4.



Marcos Andrade Abrão
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Equilíbrio entre Gevurá e Chessed

A vida não é perfeita, mas o propósito Divino é perfeito e quem vive segundo o propósito Divino se aperfeiçoa em meio às suas imperfeições.

A vida está cheia de imperfeições, e cada pessoa pode constatar isto na sua própria vida. Nada é perfeito e há momentos de muita inspiração e momentos de aflição. Mas, por trás destas imperfeições está a ação perfeita da Providência Divina, que ajusta tudo pelo equilíbrio entre Gevurá e Chéssed (força e julgamento, e a benevolência). O atributo de justiça exige a punição das más ações, mas a benevolência Divina é capaz de adoçar os decretos que causam as punições. Como lidar com isto?

Primeiro, reconhecendo nossas fraquezas e defeitos diante do ETERNO; segundo, nos esforçando em corrigir nossos defeitos e acima de tudo manter vivo o serviço Divino através do estudo e da prática da Torah. Se fizermos isto, então a benevolência Divina agirá em nossas vidas, e ao cumprir o propósito Divino somos ajudados em todo este processo.

As vezes "levamos a semente chorando e voltamos com os frutos da colheita com alegria", as vezes após uma grande alegria vem uma aflição, mas entre altos e baixos, entre vitórias e derrotas, se permanecermos fieis no propósito Divino, todas as coisas são ajustadas de uma forma, que mesmo os momentos de dificuldade contribuirão para o bem de nossas almas.

Uma semana com muita luz e força para superar todas as dificuldades.

Marcos Andrade Abrão


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Transformando o Mal em Bem

A TESHUVA TRANSFORMA O MAL EM BEM, mas existe um mecanismo para que este processo seja ATIVADO.

A LIÇÃO SOBRE PESSACH SHENI (o segundo Pêssach):

O Pêssach Sheni, segundo os sábios, representa a força da Teshuvá que tem o poder de transformar o mal praticado no passado em bem.

Mas, como ocorre isto e qual é o mecanismo para que isto seja bem sucedido? A Teshuvá em si é conhecida por aquele momento em que uma pessoa se arrepende do mal que está praticando e quer retornar ao ETERNO. Mas, na verdade, este é apenas o primeiro passo da Teshuvá, que dá início a um processo de transformação do mal praticado no passado em bem. Vamos analisar os três passos após o início da Teshuvá, que ativam este mecanismo.

PRIMEIRO PASSO: Após a teshuvá ter início é preciso captar luz e absorvê-la a fim de transformar o mal em bem, em razão dos pecados ocorridos no passado (porque o bem prevalece sobre o mal). Embora no início da Teshuvá a pessoa foi beneficiada pela benevolência do Eterno, neste estágio é necessário que ela adquira luz com mérito e isto se dá através das MITZVOT POSITIVAS, praticando aquilo que o ETERNO nos ordenou, pois é a forma correta de captar e ao mesmo tempo absorver LUZ.

SEGUNDO PASSO: Evitar a formação de novas kelipot (cascas de impureza) que impedem a luz de entrar. Isto ocorre através da obediência a Torah, não fazendo aquilo que a Torah proíbe, ou seja, a observância das MITZVOT NEGATIVAS.


TERCEIRO PASSO: Eliminar o mal de camadas das kelipot que não podem ser recicladas em bem. Este é um trabalho da PROVIDÊNCIA DIVINA, que traz sobre nossas vidas sofrimentos que servem de restituição pelos pecados cometidos, eliminando impurezas que não podem ser transformadas em bem. O segredo neste processo é saber passar pelo sofrimento, não permitindo qualquer raiz de amargura ou revolta, mas entendendo que o sofrimento em si tem um propósito que quando cumprido desaparecerá.

Marcos Andrade Abrão

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