Quem honra a TORAH honra os sábios do povo JUDEU!

Aquele que diz que honra a Torah e despreza os sábios do povo judeu é um tolo. De Moshe a Torah foi passada para Yehoshua, e depois para os juízes e profetas. Então Knesset Haguedolah (A Grande Assembléia) dos sábios do povo judeu transmitiram para as gerações seguintes até chegar aos nossos dias. Quando o Eterno outorgou a Torah ao povo judeu, na verdade, estabeleceu uma aliança eterna e um casamento, tendo a Torah como a própria Ketubá (contrato de casamento). Com esta aliança, foi dada ao povo judeu a qualificação, os entendimentos e as explicações adicionais que estão na Torah oral, a fim de que ensinassem e colocassem em prática a Torah da forma correta, segundo a vontade Divina. Este relacionamento do Eterno com o povo judeu teve problemas como relata a história, mas jamais foi dissolvido, pois a aliança é irrevogável e eterna. Hoje os escritos e ensinos dos sábios do povo judeu voltam a brilhar sobre todas as nações, como profetizou Yeshaiahu (Isaías) 2:2,3, e a luz da verdade volta a brilhar sobre a Terra, preparando os caminhos para a era messiânica. Então em SHAVUOT, vamos comemorar a outorga da Torah e honrar os sábios do nosso povo, do povo judeu, que transmitiram estes ensinamentos até os dias de hoje, apesar de todas as perseguições e tragédias que marcaram a história do povo do Eterno!

Marcos Andrade Abrão

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Chag Shavuot Sameach!

SHAVUOT: Uma data para lembrar entre outras coisas, o casamento do ETERNO com o POVO JUDEU.

A outorga da Torah ao povo judeu, entre outras coisas é revelação pessoal do ETERNO ao POVO JUDEU, a revelação da ALMA DO ETERNO. A Torah revela o que o Eterno gosta, como Ele é, qual é a Sua vontade, o que Ele não quer, o que O deixa irado e o que Ele prefere. Sabemos que uma pessoa só revela a sua alma com quem tem interesse de se relacionar. Os sábios do povo judeu explicam que o Eterno ao dar a Torah, estava se revelando para que o povo judeu aprendesse a amá-Lo. As Mitzvot acima de tudo são uma prova de amor do Eterno para o povo judeu, a fim de que se torne Luz para para as nações e atraia outros a este amor. A verdadeira "esposa", Israel, aceitou a Torah, que é a Ketubá, o contrato de casamento, e foi consumada uma aliança Eterna entre Kadosh Baruch Hu e o Povo Judeu.

Surgiram muitos que disseram amar o Eterno, mas queriam se relacionar com Ele sem a Ketubá, sem o contrato de casamento, rejeitando a Torah. Estas religiões são chamadas de a grande "Meretriz", aquela que quer se relacionar com o Sagrado sem um contrato de casamento.

Quem rejeita a Torah, rejeita ao Eterno! A conclusão do primeiro mandamento do decálogo é: "Eu Sou o D'us de vocês". Todo o povo judeu da época respondeu a esta declaração de forma positiva e nós devemos fazer o mesmo dizendo: "Nós somos Seus" - (...) eu sou do Meu Amado e o Meu Amado é meu (Shir Hashirim / Cânticos dos Cânticos).

Quem ama ao ETERNO guarda os seus mandamentos e não se recusa a entrar na aliança, seja como judeu ou b'nei Noach.



Marcos Andrade Abrão
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O Bem e o Mal brotam primeiro dentro de nós!

O bem e o mal brotam primeiro dentro de nós, e só então o bem e o mal exterior (forças espirituais) podem conectar-se conosco e nos afetar. Devemos ordenar nossos pensamentos, palavras e ações, segundo as instruções Divinas contidas na Torah. Na medida em que reprogramamos nossa maneira de pensar, falar e agir pela prática das mitzvot, então, a maneira como o universo reage a nós também será reprogramada. É a providência Divina que age em nossas vidas de uma forma perfeita e justa, embora muitas vezes não conseguimos enxergar isto. Devemos contar sempre com a benevolência do Eterno, mas ao mesmo tempo cumprir a Torah com muita dedicação e buscar intensamente uma constante transformação interior.



Marcos Andrade Abrão
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Luz Divina e Águas Vivas

Que o Eterno derrame a Luz Divina e Águas Vivas para Corações Sinceros e Recipientes Apropriados!

Não procure o Reino dos Céus fora de você, mas comece a busca dentro de você, encontrando a Luz Divina que foi exilada na sua alma. Faça isto olhando para o mapa de retorno: a Torah. A cada cumprimento de uma Mitzvá você encontrará a direção correta do caminho de volta. Mas não retorne sozinho, convide outros que também se encontram perdidos, e cada nova luz que acessar o caminho de volta, fará com que ele se torne cada vez mais iluminado. Em um dos ensinamentos não adulterados de Ieshua, ele disse a respeito do Reino de D'us: "Não é conhecido o Reino de D'us pela mera observação (das coisas deste mundo), nem dirão: Veja, está aqui! ou Veja, está ali! Porque, Veja (com olhos espirituais), o Reino de D'us está no interior de vocês (dentro da alma e mais precisamente na essência da alma)”.

Com sabedoria e a forma correta, o Eterno está abrindo a porta para entrarmos em contato com os 72 Nomes - que liberarão recursos espirituais fundamentais para a vida de todos. Porém, é preciso dar um passo de cada vez e ter os motivos interiores corretos, caso contrário a água (Chessed) que simboliza a benevolência, pode se transformar em fogo (Guevurá), rigor. Todo o recurso espiritual precisa ser buscado pelos motivos corretos, pois nos são concedidos pela benevolência Divina, caso contrário eles ao invés de abençoar, podem trazer juízos.

Aqueles que buscam recursos espirituais para se aproximarem do Eterno e têm um desejo sincero de compartilhar com os outros, os benefícios recebidos, são recipientes apropriados para este propósito.

Que a LUZ DIVINA brilhe cada vez mais naqueles que tem uma vontade boa e um desejo sincero de compartilhar com os outros. Que o Eterno abençoe a jornada de todos que têm um coração sincero. E que o rigor venha para os aproveitadores e oportunistas que são uma semente maligna que desviam as pessoas da verdade.



Marcos Andrade Abrão
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A Revelação do Eterno ao Povo Judeu

Verdades que aprendemos com os sábios do nosso povo:

"Ao revelar a Torah, o Eterno estava declarando o Seu amor ao povo judeu e ao mesmo tempo revelando a Sua alma para que o povo judeu aprende-se a Amá-Lo".

Assim, todo aquele que se conecta ao ETERNO dentro da perspectiva e da forma em que Ele se relacionou e se relaciona com o povo judeu, receberá esta revelação de como aprender a Amá-Lo de todo o coração, alma e recursos disponíveis.

O Mashiach revela o Eterno em uma dimensão tão profunda e simples, que abre a porta para o povo judeu e as para almas sinceras das nações se aproximarem do Eterno de uma maneira profunda e intensa.

As Mitzvot são mais do que regras, são a revelação da ALMA DO ETERNO, do que Ele gosta e do que o aborrece, e acima de tudo de como devemos nos aproximar Dele, afinal de contas Ele é D'US.

APRENDA NA TORAH O SENTIDO MAIS PROFUNDO DA VIDA, QUE ESTÁ RELACIONADO A COMO SE APROXIMAR, AMAR E SE RELACIONAR COM O ETERNO. O RESTANTE É RESULTADO DISTO.



Marcos Andrade Abrão
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A Torah e a PORTA que o Mashiach ben Yossef abriu para nós

Um Livro, Um tesouro de REVELAÇŌES DIVINAS - A Torah e a PORTA que o Mashiach ben Yossef abriu para nós.

Porque existem tantas religiões e quem revelará todos os segredos da Torah?

Se observamos atentamente, tudo o que tem de bom nas religiões existentes são conceitos da TORAH. Obviamente toda religião criada pelos homens tem misturas e o caminho se torna turvo em razão disto. A quem o Eterno deu a CAPACIDADE de revelar os segredos da TORAH?

As revelações da TORAH foram dadas ao povo judeu para sempre. O Eterno concedeu as almas dos tsadikim (justos do povo judeu) a capacidade de encontrar os tesouros das revelações Divinas contidas na Torah. Mas, todo judeu e os convertidos das nações ao Judaísmo têm o potencial de captar estes segredos. O conhecimento deixado pelos tsadikim já seriam suficientes para estudarmos a vida toda e ainda teríamos muito a aprender. Mas, dentre os tsadikim, destaca-se o Mashiach, que quando vier como Mashiach ben David revelará segredos que mesmo para os tsadikim, estão ocultos. Mashiach revelará estes segredos de uma forma tão clara que não só os tsadikim entenderão, mas também as pessoas mais simples do povo. A Elevação será tão grande que a Terra se encherá do conhecimento do Eterno como as águas cobrem o mar.

Por que Mashiach ben Yossef ocultou estas coisas e as revelou apenas uma medida reduzida e para poucos? Por que estamos vivendo 2000 anos sob o engano de doutrinas equivocadas que distorceram as palavras do Mashiach ou criaram outras religiões fora da Torah? Ieshua explicou isto, pois disse que após a sua vinda viria a noite, a escuridão, e que ninguém seria capaz de trabalhar. Dois mil anos para muitas almas fazerem Tikun, um tempo necessário e sombrio que está chegando ao final. Sendo assim, Mashiach ben Yossef não poderia revelar os segredos mais profundos da Torah, haja vista que Edom iria mistura-los com enganos para dar o seu vinho misturado para as nações, como aconteceu.

Mas, agora, é preciso procurar com cuidado um vinho não misturado a fim de captar os primeiros raios de Luz que já brotam anunciando o DIA, a era do Mashiach, a redenção da Terra. Neste tempo que virá, o Mashiach revelará os segredos da Torah nunca conhecidos antes, e a terra entrará num estado de êxtase e de muita alegria. As árvores, plantas, o sol, a lua e as estrelas louvarão ao ETERNO abertamente e muitas coisas que estavam ocultas serão reveladas. 

Não beba mais vinhos misturados, mas se alimente da verdade. Cumpra as Mitsvot e entenda que a única religião estabelecida pelo Eterno foi o Judaísmo. Respeite os sábios do povo judeu e não despreze a porta que Ieshua abriu para você. É um conselho para todos aqueles que estão acordando nestes últimos dias, saindo de Edom e voltando ao D'us de Jacob e aprendendo a Torah de Tsion e a Palavra de D'us de Yerushalayim.



Marcos Andrade Abrão
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Eliminar o Mal e Captar o Bem

Como ELIMINAR O MAL que brota a cada dia e CAPTAR O BEM que nos foi disponibilizado pelo ETERNO.

Certa vez Ieshua disse que basta a cada dia o seu mal. Existe um mal para cada dia? Os sábios do nosso povo ensinam que existe de fato um mal que brota a cada dia como um Tikun do erro de Adam e Chavá (Adão e Eva). Para eliminar isto de nossas vidas o Eterno deu 365 preceitos negativos, ou seja, proibições diversas, um para cada dia. Assim, na medida em que evitamos estas ações proibidas, ficamos impunes do mal que brota a cada dia. Mas, quando alguém descumpre uma destas 365 proibições estabelecidas na Torah, além de arcar com as consequências da transgressão que cometeu estará também vulnerável ao mal daquele dia.

Por outro lado, o Eterno através da Sua benevolência nos deu 248 preceitos positivos, a fim de captarmos o bem que brota dos céus e nos abençoa aqui na Terra. E além disto nos deu um preceito relativamente simples, mas, poderoso, que amplia o bem dos 248 preceitos positivos, ou seja, o Shemá. O Shemá tem exatamente 248 letras que ampliam a nossa capacidade de cumprir os preceitos positivos. A declaração da Unidade do Eterno, de que Ele é nosso D'us e de que devemos amá-Lo de toda a nossa alma, de todo o nosso coração e com todos os nossos recursos, nos capacitam de uma forma muito especial. Onde está a benevolência do Eterno? Em nos conceder um preceito relativamente fácil de cumprir, mas com um potencial de bênçãos tão grande. Através do Shemá somos impelidos a cumprir os outros preceitos positivos.

Um conselho que pode levar muita luz para sua vida, especialmente daqueles que estão começando na caminhada, é praticar e estudar a Torah e estudar para praticar a Torah. Antes de entrar em estudos mais profundos, estude para saber como praticar as rezas e as brachot diárias. Dê prioridade ao Shemá, depois à Amidá e às outras orações do Sidur. Estabelecer o serviço religioso diário em sua própria vida lhe dará a força necessária para trilhar a jornada com sucesso, superando as dificuldades e sendo bem sucedido nos desafios.



Marcos Andrade Abrão
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Níveis de Compreensão da Torah

PARA ALCANÇAR OS NÍVEIS MAIS PROFUNDOS DA TORAH, É PRECISO ENTENDER PRIMEIRO O NÍVEL LITERAL E PRATICÁ-LO!

Não se pode queimar etapas ou pular degraus na elevação espiritual que o Eterno propõe para todos nós através da Torah. A Torah foi dada no SINAI, e esta palavra em hebraico tem o valor numérico de 130. Uma outra palavra com o mesmo valor numérico é Sulam, que significa escada. Então, o crescimento espiritual é como subir uma escada, degrau por degrau.

O primeiro nível de compreensão da Torah é o nível literal (Pshat). Este nível é fundamental, pois nos concede a oportunidade de darmos o primeiro passo ao colocar a Torah em prática. O Eterno diz para não comermos carne de porco e obedecemos não comendo. O Eterno nos instrui a recitar o Shemá todos os dias e somos beneficiados grandemente se obedecermos. Depois vem outros níveis mais elevados de interpretações. Remes, que são dicas e pistas através de alegorias para revelações mais profundas. Drash são interpretações dos textos, que nos ajudam a enxergar de maneira mais clara e com riqueza de detalhes os ensinamentos da Torah (através de parábolas e estórias). Como disse o nosso povo, FAREMOS E OUVIREMOS, e se Pshat nos impulsiona a fazermos o que ordenou o Eterno, Remes e Drash nos capacita a ouvir de uma forma mais qualificada os ensinamentos Divinos.

Chegamos então no nível mais profundo, SOD. Neste nível começamos a descobrir os segredos da Torah, os conceitos extrafísicos, o porquê de muitas instruções dadas pelo Eterno. Porém, o grande objetivo deste nível mais profundo é trazer substância a nossa prática da Torah. Se aprendemos a recitar o Shemá no nível Pshat, em Sod descobriremos os segredos deste preceito e como fazê-lo de uma forma plena. Em SOD o "faremos" é revestido de substância e de uma qualidade mais refinada que nos levará a um nível de elevação espiritual muito maior. Moshe Rabeinu disse que as coisas ocultas pertenciam ao Eterno, mas as reveladas ao povo judeu e aos seus descendentes para sempre, a fim de CUMPRIREM AS PALAVRAS DA TORAH. No nível SOD, aprendemos a servir ao ETERNO de todo o coração, de toda a alma e com todos os nossos recursos, e o grande objetivo é nos tornarmos um instrumento qualificado para ajudarmos outras pessoas.


Marcos Andrade Abrão
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Abrindo as Portas de Luz: O Segredo dos 72 Nomes do Eterno

Uma MENSAGEM A CADA DIA, para você se conectar com as bênçãos que fluem do mundo superior, mas lembre-se de um princípio fundamental: O Desejo de receber só é puro quando está inserido nele o desejo de doar.

Todo o conhecimento transmitido vem dos sábios do povo judeu. As revelações foram dadas ao povo judeu como uma herança Eterna. Aquele que despreza os sábios do povo judeu é um tolo!

O primeiro conceito fundamental para entendermos os 72 Nomes do Eterno, diz respeito ao motivo pelo qual eles foram revelados. Quando Adam Rishon (Adão) saiu do paraíso, se viu em uma situação muito difícil e sua alma se entristeceu muito, pois havia saído de um mundo de luz para um mundo hostil e difícil de viver. Então o Eterno revelou a Adão o segredo dos 72 nomes a fim de ajudá-lo a superar as dificuldades neste novo mundo, fora do Éden. Os segredos do suprimento, da proteção contra as forças malignas, da cura do corpo e outros aspectos essenciais para ser bem sucedido neste mundo (no sentido pleno e não meramente material) foram revelados a ele.

À luz do que foi explicado, devemos analisar qual foi o sentimento que motivou o Eterno a conceder esta revelação a Adão, pois este é o segredo de ativarmos as bênçãos que estão contidas em cada um destes nomes. Para entender de forma simples, imagine que existam como 72 cofres nos Céus com bênçãos que podem ser disponibilizadas, e cada Nome é o segredo de um dos cofres. Mas, é preciso ter a atitude interna correta para que todo o processo funcione. O objetivo é vivermos neste mundo com uma capacidade muito maior para cumprirmos o propósito Divino que nos foi designando e assim ajudarmos muitas pessoas ao nosso redor. Ou seja, as bênçãos que chegarão até nós não podem ser motivadas por um desejo meramente egoísta de se tornar uma pessoa abençoada, mas para nos munir de recursos a fim de termos a capacidade de abençoarmos muitas pessoas ao nosso redor. É obvio que quando nos tornamos aptos a abençoar, a bênção já reside em nós, pois passa através de nós para os outros. 

Cada Nome é uma espécie de senha ou segredo do “cofre”, mas qual é a atitude correta? Primeiro, ter como base a Torah, pois sem isto não temos nem como caminhar com o ETERNO. Segundo, um entendimento (Biná) preciso, caso contrário o processo não será ativado em nossas vidas. Terceiro, a atitude correta, que é o SEGREDO de abrir estas portas espirituais. Para descobrirmos isto, os sábios do povo judeu ensinam que devemos nos concentrar em uma palavra cujo valor numérico é 72. Que palavra é esta? CHESSED (חסד), misericórdia e benevolência. O Eterno revelou primeiramente a Adão, pois teve misericórdia dele e foi benevolente com ele. A misericórdia em si é uma doação e um ato de benevolência. Este é o primeiro passo, depois continuaremos a explorar este conhecimento tão profundo e iluminado. Como o Eterno disse a Avraham Avinu: Seja você uma Bênção!


Marcos Andrade Abrão
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Entendendo a Lei do Tikun

Entendendo A LEI DO TIKUN para não ficar confuso. A Punição e a Recompensa, e como superar a Lei do Tikun através da LEI DA TORAH.

Este é um ensinamento dos rabinos e sábios do povo JUDEU. Digamos que você escuta que é importante dar tsedaká e que isto é uma Mitzvá (preceito da Torah). Então você começa a praticar isto e resolve ajudar uma pessoa necessitada. Mas, no dia seguinte você tem um acidente (que o Eterno o livre disto), e o dano físico e material é muito maior do que a tsedaká que você doou no dia anterior. Alguns pensamentos errados podiam surgir a partir deste fato. Primeiro, você não entenderia porque sofreria uma acidente depois de ter ajudado alguém. Talvez, acharia que isto seria uma "retaliação" de forças malignas pelo fato de você estar cumprindo os mandamentos e etc. Porém, isto não faria sentido, pois a recompensa de uma tsedaká não é um acidente, nem as forças malignas podem agir aleatoriamente, e o cumprimento de uma mitzvá tem na verdade um efeito contrário, ou seja, impedem e bloqueiam a ação do mal.

Mas, antes de dar a resposta, é preciso entender o que é a Lei do Tikun. Um dos discípulos de Mashiach ben Yossef, disse que tudo o que semeamos, mais cedo ou mais tarde, vamos colher. Se plantamos uma semente de uva, não vamos colher maçã, e assim por diante. Então, a vida no sentido pleno, com a participação de todos os organismos vivos e dos agentes espirituais, está encarregada de executar a Providência Divina ordenada pelo Eterno. A Torah determina as leis que regulam a Lei do Tikun, mas também nos coloca acima da Lei do Tikun, quando praticamos os preceitos da Torah. Se cometemos um erro, por exemplo, que nos trará uma tribulação em dois anos, ele pode ser amenizado ou mesmo podemos receber um livramento se atendermos a ordem do Eterno de afligir as nossas almas no Yom Kipur. Isto é só um exemplo de como o cumprimento da Torah pode mudar a ordem dos acontecimentos determinados pela Lei do Tikun. Agora vamos para a resposta do fato citado acima.

O que aconteceu é que ao doar para alguém necessitado (A Tsedaká), a Lei do Tikun planejou uma recompensa para este ato dois anos depois (a ordem do tempo depende do nível espiritual da pessoa, pois quanto mais elevada é uma alma menos ela sofre a influência do tempo e a recompensa e punição são mais rápidas. Mas, quanto menos elevada é uma alma, tanto a punição como a recompensa demoram mais por motivos diversos que podemos explicar em outro momento. Quanto ao acidente que ocorreu no dia seguinte, não tem nenhuma relação com a Tsedaká, mas estava relacionado a um erro que a pessoa cometeu 10 anos atrás, o qual trouxe prejuízos físicos e materiais a outras pessoas. Então, resumindo, a recompensa da Tsedaká chegará no tempo devido e o acidente foi uma restituição de um fato passado, e assim os dois fatos não tem nenhuma ligação um com o outro.

Semeie a prática das Mitzvot e procure entender o motivo dos seus sofrimentos, pois cada sofrimento embora seja uma restituição, contém também uma porção de Luz, e assim mesmo eles podem contribuir para o bem daqueles que amam o Eterno, como ensinou um dos discípulos de Ieshua.

Marcos Andrade Abrão


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